De joelhos

"Agora, a cada vazamento, transborda o horror e o nonsense pelas mensagens do Telegram. A chamada República de Curitiba era, na verdade, um arremedo de porão da Santa Inquisição onde os destinos do Brasil eram tratados, ora por fanáticos religiosos, ora por procuradores sádicos", escreve o jornalista Leandro Fortes

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Por Leandro Fortes, para o Jornalistas pela Democracia - A essa altura, não há mais pessoas decentes que não tenham percebido que a Operação Lava Jato, com todos os méritos que uma investigação policial contra a corrupção possa ter, tinha um vício de origem indiscutível: o PT como alvo ideológico. E, dentro dessa estratégia, tudo se perdeu, sobretudo quando todas as estratégias passaram a depender dessa turma sombria ora revelada pelos vazamentos do Intercept Brasil, baseados em mensagens do Telegram trocadas entre os procuradores federais de Curitiba e o ex-juiz Sérgio Moro.

Diante de uma nação anestesiada por uma mídia estúpida coalhada de jornalistas desonestos, Moro e seu preposto no Ministério Público Federal, o procurador Deltan Dallagnol, pisotearam as leis, a Constituição Federal e o bom senso – para não falar do senso de ridículo – em nome de um combate à corrupção falacioso. Não que ninguém tenha notado. Todas as ações foram descaradas, desavergonhadas, possíveis apenas em um País com as instituições em frangalhos.

Foi o preço de tirar Dilma Rousseff do poder mediante fraude processual. Executivo, Legislativo e Judiciário passaram a se igualar aos meliantes milicianos que, para nossa desgraça, acabariam por chegar ao poder no lugar dos tucanos – estes, os funcionários do Grupo Globo que falharam miseravelmente e garantiram a eleição de um demente à Presidência da República.

Agora, a cada vazamento, transborda o horror e o nonsense pelas mensagens do Telegram. A chamada República de Curitiba era, na verdade, um arremedo de porão da Santa Inquisição onde os destinos do Brasil eram tratados, ora por fanáticos religiosos, ora por procuradores sádicos produzidos nas muitas chocadeiras de concursos públicos, País afora.

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