De volta ao futuro novamente

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(Foto: Mídia chinesa)


Houve um tempo em que os BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, eram os países emergentes que estavam crescendo em patamares incríveis e se juntaram para formar uma aliança econômica. Era um período de pujança entre esses países, que tinha Lula no poder acabando com a dívida externa, a fome no Brasil e já estava até emprestando dinheiro para países endividados. O “Building Better Global Economic BRICs”, criada pela economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O'Neil, apontava um novo ciclo econômico mundial, enquanto Estados Unidos e Europa amargavam problemas sérios.

Em períodos diferentes, os americanos sofreram com a bolha imobiliária e enfrentaram a maior falência da história dos EUA, com a quebra do Lehman Brothers, Grécia e Portugal quase faliram, recessão na Europa e nada atingiu nesse período o Brasil. Ninguém sentiu absolutamente nada. Foi com a história de que o planeta Terra poderia ter sido salvo por um super-herói e você nunca vai se dar conta disso. O Brasil era a sexta economia do mundo. Força que estando no meio do furacão, pouco o cidadão médio percebe. 

Mas Americano não deixa barato. Fez de tudo para desestabilizar o grupo formado. A última foto desse período é com Dilma Rousseff, Xi Jinping, Vladimir Putin, Narendra Modi e Jacob Zuma.  O que tivemos? Jacob Zuma foi preso com mais de 800 acusações por corrupção relativa a contratos de armas e é investigado por ter usado o Estado para favorecer empresários. Ano passado, lançou um livro sobre as verdades sobre o que aconteceu. Foi perseguido politicamente até sair da presidência. Dilma foi derrubada pelo golpe de 2016 com as forças políticas de direita que levaram a extrema direita ao poder. Os três restantes, são países nucleares, que dificilmente sofreriam golpes desse porte. A tentativa de golpe contra Putin, levou a cercar o país invadindo a Ucrânia.

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Estão tentando quebrar a Rússia a todo custo, usando a economia e a pressão internacional com marketing negativo. A China hoje é a maior economia global e vai se sustentar e sustentar a Russia. A todo custo, estão tentando derrubar esses países por qualquer condição. A derrubada da Dilma favoreceu a entrega da maior jazida de pré-sal do mundo que está no Brasil e foi entregue de bandeja para as corporações americanas. A próxima ofensiva será tentar tomar a Amazônia, mostrando que não temos competência para cuidar do pulmão do mundo e que ela não pertenceria ao nosso país e sim da humanidade, tendo várias frentes como resoluções na ONU.

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Apenas lembrando que as sanções não quebraram ainda a Rússia que se prepara a anos por esse momento com muita estratégia.  Se tivermos sanções por não entregarmos a Amazônia, o país quebra. Nesse sentido, para continuar sua hegemonia mundial, os americanos estão atacando como podem em várias frentes, essas economias que estavam incomodando o controle mundial. Sempre tiveram participação documentada em tomadas de poder nos países latinos, América Central e países mais fracos militarmente, mas ricos em outras commodities. Para voltarmos para o futuro novamente é necessário tirar a extrema direita do poder, que lapida o país em troca de lucro para poucos. Esse vento está acontecendo na América Latina com eleições favoráveis a novos rumos. 

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FHC já disse que era para esquecer tudo que escrevera no passado. Isso não é uma piada vista pela ótica dos americanos, que ainda falam que sempre é bom saber a diferença entre uma Boutade e uma botinada. Enquanto isso, sofremos com a declaração de Guedes falando que “Estamos preparados para a 2ª Guerra Mundial”.

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