Debate não muda o quadro

Um debate só altera o rumo de um processo eleitoral quando produz um fato novo: quando alguma revelação bombástica é feita,  desnorteando um dos candidatos, ou quando um deles tropeça feio numa questão ou pisa no tomate. Como nada disso aconteceu neste segundo debate de hoje, ele serviu mesmo para consolidar o quadro do momento, a polarização Dilma-Marina.  As duas se miraram, deram seus tiros e aparentemente Dilma foi mais certeira, ao questionar a adversária sobre as fontes de financiamento de suas promessas, que somariam 140 bilhões de reais. Dilma desconcertou-a também ao questionara seu "desprezo" pelo pré-sal mas não tocou no que me parece  o cerne da questão: como e com quem Marina vai governar, como garantirá a estabilidade política, pressuposto da estabilidade econômica?

Aécio, esforçando-se para colocar na linha de frente, errou ao mirar apenas Dilma. Só no final fez um questionamento a Marina. Mas para voltar ao segundo lugar, ele precisa é de recuperar votos que lhe foram tirados por ela. Não voltará à posição anterior batendo em Dilma mas tratando de apresentar-se como oposição mais consistente e alternativa de governo mais viável.

 

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