Depois da ditadura, OAB apoia o impeachment

Brasília - Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com juristas contrários ao impeachment, no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com juristas contrários ao impeachment, no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Tereza Cruvinel)

No ato dos juristas com Dilma, contra o golpe e em defesa da legalidade, uma das palavras de ordem mais gritadas foi: "a verdade é dura, a OAB apoiou a ditadura". Muitos advogados se dedicaram a defender presos e perseguidos políticos mas a Ordem só saiu da zona de conforto na campanha das diretas.

Agora, está apoiando o impeachment. E se não bastasse, a OAB decidiu apresentar, na próxima segunda-feira, um novo pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, este baseado na delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS). Com base nela, a OAB dirá que Dilma tentou interferir na Lava Jato pelo menos três vezes. Na segunda-feira a comissão do impeachment desistiu de incluir a delação de Dilma por dois motivos aparentes: o risco de mais políticos da oposição aparecerem na delação e a conveniência de aprovar logo o impeachment. Na poeira da troca de governo a Lava Jato perderia impulso e corruptos não-petistas sumiriam na poeira levantada.

Se este novo pedido da OAB for acolhido por Cunha, uma nova comissão teria de ser montada para analisá-lo separadamente.

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