Deputado no confessionário

(Foto: Alex Solnik)
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- Pode confessar seus pecados, deputado.

- Não tenho pecados, padre.

- Admita, o senhor mentiu: disse que não tinha contas secretas na Suíça... e elas apareceram.

- As contas que dizem que são minhas são de empresas internacionais das quais não sou o dono. Se não sou o dono não são minhas, certo? Nem falo inglês...

- Mas o senhor é o beneficiário...

- Aí já é perseguição! O que eu posso fazer se essas empresas me fizeram beneficiário das contas delas? Só agradecer a Deus. Aleluia!

- E o dinheiro? Milhões de dólares! Como foi parar nessas contas? O senhor roubou. Confesse e será perdoado.

- Não roubei nada. Depositaram o dinheiro porque quiseram.

- Depositaram? O senhor não sabe quem depositou?

- Meu pai sempre falou: se alguém te oferece dinheiro não pergunte por que, nem de onde veio, pegue. Eu sou da paz. Detesto violência. Não apontei arma para ninguém. Se eu tirasse de alguém à força haveria um B.O. Cadê o B.O.?

- E os seus carros de luxo? Salário de deputado não paga um Porshe!

- Não são meus. São de Jesus.com.

- A sua mulher usa.

- Ela é a beneficiária. Glória a Jesus!

- Por que o senhor não declarou à Receita o dinheiro que lhe deram e os carros?

- Não gosto de ostentar. É perigoso. Tá assim de ladrão em Brasília.

- Se não tem nada para confessar o que o senhor veio fazer aqui?

- Já que o senhor tocou no assunto... teria uma pequena contribuição para a minha campanha de reeleição?

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