Desatinos de Bolsonaro contra os animais

Para os animais, o presidente Jair Bolsonaro tem sido um completo vilão. Em apenas 8 meses, diversos decretos, ações e omissões já assassinaram e torturaram um número incontável de criaturas senscientes

(Foto: Araquém Alcântara)

Para os animais, o presidente Jair Bolsonaro tem sido um completo vilão. Em apenas 8 meses, diversos decretos, ações e omissões já assassinaram e torturaram um número incontável de criaturas senscientes.

Em agosto, ovacionado por uma plateia de 30 mil expectadores na arena principal da 64ª Festa de Peão Boiadeiro de Barretos, no interior paulista, o presidente Jair Bolsonaro disse que está “ao lado” dos apoiadores de rodeios e vaquejadas e voltou a se mostrar contra o “grupo do politicamente correto” (protetores dos animais) que, segundo ele, quer impedir as festas desse tipo no Brasil.

Numa cerimônia onde foi recebido com gritos de "mito", o presidente assinou um decreto que estabelece padrões de "bem-estar" para animais utilizados em festas de rodeio. Com o decreto, tanto Barreto quanto outras cidades passam a ter autorização para atividades como a Prova do Laço. Além disso, a fiscalização das regras que vão garantir o bem-estar e as condições sanitárias dos animais que participam de rodeios ficará sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura. Isso significa na prática que não haverá fiscalização para evitar crueldade, uma vez que as atividades de rodeio e vaquejada já são um dispositivo de maus-tratos com diversos laudos veterinários e vídeos pela internet comprovando as evidências de crueldade; inclusive recebendo o apoio do Supremo Tribunal Federal, antes de virar patrimônio cultural.

Exportação de Carga Viva

Como se não bastasse, a exportação de carga viva em pé segue a plenos vapores. A Câmara do Comércio Arabe-Brasileira divulgou no último dia 26 que o Brasil vive um período de crescimento das exportações de gado em pé para os países árabes. 'Gado em pé' é como são chamados os milhares de garrotes que amontoam os navios percorrendo um trajeto de 20 dias em pé em meio a fezes, contaminação, frio, intempéries do mar, em alarmante estado de degradação rumo ao cruel abate halal dos países do Oriente Médio.

Liberação da caça

Ainda em agosto, foi desarquivado o projeto de Lei que retira da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) o agravamento até o triplo da pena de detenção de seis meses a um ano, e multa, por matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar animais sem licença se isso for feito durante caça profissional. O deputado Alexandre Leite (DEM-SP), vice-líder do Democratas na Câmara dos Deputados, entrou com um pedido para desarquivar o projeto do deputado Valdir Collato que libera a caça profissional de animais silvestres no Brasil. Bolsonaro se mostrou favorável chamando a caça de "esporte saudável".

Dia do fogo

Devido ao tempo seco comum a esta época do ano, as zonas de florestas do país tornam-se mais suscetíveis a incêndios. Porém, já é comprovado que a maioria dos incêndios possuem início criminoso. As chamas da floresta que revoltaram o mundo na última semana têm origem, majoritariamente, na ação predatória de fazendeiros.

Em busca de expansão das áreas de pastagem ou para plantações de soja, os produtores organizaram o Dia do Fogo em 10 de agosto. Neste dia, em Novo Progresso, no Pará, aconteceram 124 focos de queimadas. No dia seguinte, foram 203 casos. A ação se espalhou por outras regiões nos dias seguintes. O 'Dia do Fogo' foi anunciado por ruralistas que alegam querer mostrar ao presidente que queriam trabalhar.

Vale lembrar das centenas de milhares de animais que morreram e continuam morrendo com as queimadas na região Amazônica, Cerrado e Pantanal. A fauna da Amazônia é reconhecida internacionalmente por ser constituída por milhares de espécies de animais, entre répteis, anfíbios, peixes, aves, insetos e mamíferos terrestres e aquáticos.

Defensores do presidente defendem o indefensável. De que a floresta sempre foi incendiada e que, na época do PT, ninguém reclamava.

O que não essas pessoas não levam em consideração é o fato de que o presidente Jair Bolsonaro sempre se mostrou a favor do desmonte da pasta do Meio Ambiente, uma vez que governa para o mercado extrativista. Em nenhum momento da história, o Brasil reprimiu fiscalizações do Ibama, ICMBIO ou exonerou cientistas por divulgar números alarmantes. O Brasil sempre foi atuante no controle de reservas indígenas e florestais, assinou o Pacto de Paris que norteia um Tratado sobre as mudanças do clima e rege medidas de redução de emissão de gases estufa.

O cenário atual para a fauna e flora brasileira é reconhecida internacionalmente como um período negro para o meio ambiente. A prova disso é que sanções comerciais começam a acontecer: cresce o número de marcas que suspenderam a compra de couro brasileiro em função dos desatinos bolsonaristas:

Timberland, Dickies, Kipling, Vans, Kodiak, Terra, Walls, Workrite, Eagle Creek, Eastpack,The North Face, Napapijri, Bulwark, Altra, Icebreaker, Smartwoll e Horace Small.

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