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Voney Malta

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Desconfiança política e econômica e o punhal na cintura

Desconfiança é algo perigosíssimo. Tem a força de derrubar governo, de criar cisões na sociedade. Esse é o desafio de Dilma

Na política e na economia confiança é tudo. Mas este produto está faltando na prateleira do empresariado. Falta de chuvas que podem afetar o consumo humano e industrial, crise econômica internacional, denúncias de corrupção na Petrobras, ajuste de preços, tarifas e impostos. Enfim um rosário grande que alimenta o negativismo, não em razão, é claro.

Recentemente conversando com um empresário alagoano do setor hoteleiro, ele contou que iria construir um novo hotel este ano. Decidiu esperar. Custo alto e cenário preocupante. O exemplo é que antes de construir um hotel no Francês pagava R$ 2 mil de IPTU pelo terreno. Com o empreendimento levantado agora desembolsa R$ 30 mil.

No geral o temor é que o cenário econômico afaste o hóspede. Há inflação, aumento de combustíveis, de energia, de juros. E tudo terá que ser repassado. Se a economia está ruim para o consumidor também fica para o empresário. Uma mão lava a outra, digamos assim, para o bem ou para o mal.

A produção industrial caiu 3,2% em 2014. É o pior resultado em cinco anos. Para este ano previsão é de estagnação.

Na política, especificamente, enquanto continuar o rolo compressor das investigações sobre as denúncias de corrupção na Petrobras – que deverá, ainda, envolver partidos e filiados – o clima institucional é de tensão, é de insegurança.

Desconfiança é algo perigosíssimo. Tem a força de derrubar governo, de criar cisões na sociedade.

Esse é o desafio de Dilma. Para tanto será necessária extrema e madura competência política para ultrapassar o tsunami que bate à porta do Palácio do Planalto.

A oposição age com sangue nos olhos e punhal na cintura.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.