Desdolarizar preço dos combustíveis, meta do general

"O general Joaquim Silva e Luna está escalado para ver os dois lados, o comercial e o social; caso contrário, mantida a situação atual, Jair Bolsonaro pode dar adeus ao segundo mandato em 2022", escreve o jornalista César Fonseca

General Joaquim Silva e Luna
General Joaquim Silva e Luna (Foto: Isac Nóbrega/Palácio do Planalto)
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Controle de preços à vista

Presidente Bolsonaro pode controlar preço dolarizado dos combustíveis, produzido pela paridade de preços de importação, para evitar escalada da inflação em dólar, no processo geral de dolarização da economia, desencadeada pela estratégia neoliberal adotada por Paulo Guedes; o desastre social é o resultado da política neoliberal que contrasta preço dolarizado dos derivados de petróleo x população que ganha salário em real; esse é o desabafo dos militares nos bastidores do governo, que conduzirá a ação do general Joaquim Silva e Luna na presidência da estatal petroleira; a informação da Aepet, associação dos engenheiros da Petrobrás, é a de que o general Luna sinalizou abertura de diálogo; os engenheiros já prepararam proposta de preço que se baseia em custo de produto interno mais margem de lucro e impostos de modo a alcançar, segundo eles, o preço justo; a política de preços neoliberal é o preço injusto; o preço justo, agora, é uma exigência de Bolsonaro, porque a especulação com os preços dos combustíveis sinaliza derrota eleitoral em 2022; os nacionalistas da Petrobrás destacam que se pode trabalhar preço justo, com competitividade nacional e internacional e, ainda, garantir investimentos e aumento de produção; o custo e o preço Petrobrás são imbatíveis; somente, perderá se for mantida a atual política de encarecer artificialmente o preço interno da Petrobras, para favorecer o preço importado mais caro; esse é o papel da política de paridade de preços de importação, ou seja, favorecer as multis e os revendores internacionais no mercado brasileiro; obriga-se a empresa a realizar prejuízos, estocando produto nacional, para beneficiar produto importado(gasolina, diesel, gás etc); articula-se, portanto, abertura de diálogo do general com a equipe de vanguarda da empresa, para inverter a política de preços financeiramente destrutiva da empresa, historicamente, competitiva, graças excelência mundial; o general foca no que disse logo que foi indicado: cuidará de preservar a função social da empresa; esta, com a diretoria neoliberal, foi marginalizada, para predominar, apenas, o interesse financeiro, a lucratividade dos acionistas privados. O general, portanto, está escalado para ver os dois lados, o comercial e o social; caso contrário, mantida a situação atual, o presidente pode dar adeus ao segundo mandato em 2022.

TCU tenta golpear general

Há, portanto, desde já queda de braço entre o interesse social que o general representa, em nome do presidente Bolsonaro, preocupado com queda de popularidade, e o interesse financeiro que mobiliza a burocracia do estado neoliberal para barrar a posse do general Luna na estatal petroleira; nesse momento, o mercado financeiro, que senta no conselho da Petrobrás, mobiliza-se junto ao Tribunal de Contas da União(TCU), para melar a indicação de Luna; ela seria procrastinada pela burocracia, empurrando com a barriga, fugindo prá frente, para aguardar decisão superior dos tribunais que não se quando seria concluída; representaria empastelamento jurídico desencadeado pelo mercado para levar o TCU a impedir mudança na atual diretoria; trata-se, portanto, de golpe jurídico no general, do mesmo tipo do que TCU desencadeou contra Dilma para condená-la sem justificativa constitucional, sem crime de responsabilidade capaz de caracteriza-lo; o tribunal, de acordo com a banca, teria que construir uma narrativa neoliberal jurídica para justificar impossibilidade da mudança;  sob pressão dos banqueiros e das multis, encravados no conselho da Petrobrás, o TCU, para anular o general, está sendo empurrado pelos lobistas do mercado financeiro para anular o poder constitucional que assegura ao presidente da República direito de indicar o presidente da empresa, a qualquer tempo, em nome do interesse público.

Interesse público x interesse privado

Efetivamente, Bolsonaro despachou o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, em nome do interesse público; ele não cumpriu função essencial da empresa, que é cuidar do interesse público, social; a dolarização dos preços dos combustíveis capitaliza o acionista privado e destrói o acionista público, a população; o resultado  é instabilidade social, devido à inviabilidade do governo de evitar greves como a dos caminhoneiros que desestabiliza o país; a instabilidade neoliberal articulada por Paulo Guedes e Roberto Castello Branco acelera a inflação e a desigualdade social, para beneficiar o pessoal da Faria Lima; lá estão os especuladores, integrantes do conselho da Petrobrás, que faturam com a política de paridade de preço de importação; graças a ela, dispara a inflação em dólar para uma população empobrecida que recebe salário em real; a política da Petrobrás virou  alavanca da dolarização econômica nacional; o dólar se valoriza quanto mais aumenta a desigualdade social que promove fuga de capital; a política de preços dos combustíveis transformou-se em exportação líquida de capital que não paga imposto de exportação; os especuladores querem continuar a mamata; por isso, move guerra jurídica contra o general e usa o TCU para questionar legalidade constitucional do presidente para tomar decisões na condução da maior empresa do Brasil.

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