Desmascarando Bolsonaro no caso da Rocinha

A proposta de Bolsonaro para a Rocinha é mais um prego no caixão de suas pretensões político-eleitorais. E assim essa candidatura  caminha para o seu lugar: a lata de lixo da história

O deputado Jair Bolsonaro durante sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que instaurou nesta terça-feira (16) processo por quebra de decoro contra o deputado (Wilson Dias/Agência Brasil)
O deputado Jair Bolsonaro durante sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que instaurou nesta terça-feira (16) processo por quebra de decoro contra o deputado (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Eduardo Guimarães)

O Carnaval de 2018 foi marcado por dois fatos políticos que esquentaram as discussões na internet: sambas-enredo político-libertários de escolas de samba como Paraíso do Tuiuti e Beija-flor e matéria do jornal O Globo que revelou mais uma das incessantes declarações alucinadas do extremista de direita Jair Bolsonaro. Tais declarações foram mais um prego no caixão da candidatura dele a presidente

No último domingo, o colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim, afirmou, naquele jornal, que o candidato a presidente Jair Bolsonaro declarou em evento do Banco BTG Pactual com mais de mil pessoas que, se eleito presidente, jogaria panfletos sobre a favela da Rocinha instando traficantes a se entregarem. Do contrário, metralharia a favela.

Após grande polêmica, Bolsonaro publicou vídeo desmentindo O Globo, dizendo que a matéria do jornal seria “fake news” e que ele nem tinha tocado no nome da Rocinha no evento do Pactual.

Como se pode ver no vídeo de Bolsonaro, ele não explica nada, nega que tenha falado do assunto e usa como argumento para desmentir a notícia de O Globo a história de que “toda a imprensa” estava presente ao evento em questão. Citou Estadão e “a nossa Folha de São Paulo”.

Guarde a informação acima que você vai precisar.

Contudo, o colunista de O Globo Lauro Jardim, que fez a denúncia sobre a proposta de genocídio bolsonariana, publicou “atualização” de sua matéria em que reproduziu nota enviada por Bolsonaro na qual o parlamentar NÃO desmente que tenha falado na comunidade da Rocinha e se limita a “explicar” suas declarações.

(...)

Porém, o que o próprio extremista de direita parece não entender é que se você for metralhar uma favela você não vai atingir apenas traficantes, já que todos sabemos que esse tipo de ação provoca danos colaterais e não resolve nada, pois  há um limite para esse tipo de ação imposto pelas leis que Bolsonaro culpa por não permitirem disparos aleatórios contra supostos inimigos.

Mas essa não é a principal contradição em que Bolsonaro caiu. É possível provar  que ele contou ao menos uma mentira no vídeo que gravou em defesa própria. Ele diz que “toda a imprensa” estava presente ao evento em questão. Citou Estadão e “a nossa Folha de São Paulo” e afirmou que, se esses órgãos de imprensa o ouvissem propor metralhar a Rocinha, ele seria “trucidado”.

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A proposta de Bolsonaro para a Rocinha é mais um prego no caixão de suas pretensões político-eleitorais. O “prego” anterior foi a denúncia da Folha de São Paulo quanto ao seu patrimônio suspeito. E assim essa candidatura  caminha para o seu lugar: a lata de lixo da história.

Leia o artigo na íntegra.

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