Dia 19 o Brasil vai parar

Contra as campanhas milionárias de Temer nas rádios e TVs dizendo que a Reforma da Previdência é boa para o trabalhador, cada um de nós deve repetir a todo momento nas bases dos deputados, para a família, amigos e conhecidos que quem aprovar o fim da aposentadoria pode vestir o pijama, porque para Brasília não voltará mais

08/02/2017- São Bernardo do Campo- SP, Brasil- Manifestação/passeata contra a reforma da previdência do sindicato dos metalúrgicos do abc até a igreja matriz, São Bernardo do Campo. Foto: Roberto Parizotti / CUT
08/02/2017- São Bernardo do Campo- SP, Brasil- Manifestação/passeata contra a reforma da previdência do sindicato dos metalúrgicos do abc até a igreja matriz, São Bernardo do Campo. Foto: Roberto Parizotti / CUT (Foto: Chico Vigilante)

Dia 19 de fevereiro o Brasil vai parar. É o vendaval de insatisfação que brota por todos os cantos do país ganhando forma.

O ano de 2018 será lembrado como aquele que o Brasil muda de cara e o enfrentamento explode.

O morro e seus donos enfrentam não apenas o asfalto mas mandam recado ao STF em gigantesca faixa estrategicamente instalada na entrada da Rocinha, a maior comunidade brasileira: "STF, se prender Lula o morro vai descer".

Carnaval vira manifestação política.

A vitrine brasileira para o mundo, o Sambódromo do Rio de Janeiro, mostra no desfile da Paraíso doTuiuti a figura de um presidente da República Vampirão - bizarra personagem franksteiniana com um imenso colar de dólares no pescoço.

Pega de surpresa, a Globo é obrigada a mostrar diversão em forma de protesto contra o desemprego e carteiras de trabalho sendo rasgadas, contra os patos golpistas da FIESP e seus marionetes.

Dizem que no Brasil, as coisas só começam a andar depois do carnaval. Neste ano de 2018 começou antes, e começou bem.

O brasileiro ao que tudo indica vai botar pra quebrar neste 19 de fevereiro, já previsto como o dia em que o Brasil vai parar.

Um balanço das centrais sindicais feito sobre a organização da greve geral do dia 19 em todos os estados aponta um aumento diário de adesão de várias categorias às paralisações previstas contra a reforma da Previdência.

Em estados de norte a sul do país estão previstas manifestações, protestos, caminhadas e atos diante do prédio do INSS, atividades culturais e arrastões de convencimento realizadas por centrais sindicais e entidades para fechar comércio e bancos.

Outra decisão de peso acontecerá um dia depois da greve geral, em Brasília: a articulação das forças políticas do campo progressista para a criação de uma frente de esquerda, composta por PT, PSB, PDT, PCdoB e PSOL com o lançamento, dia 20, na Câmara dos Deputados, em Brasília, do Manifesto "Unidade para Reconstruir o Brasil".

Apesar de não ter os 308 votos suficientes para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 da reforma da Previdência o governo ainda sinaliza que ela pode ser votada no dia 19, 20 ou 21 na Câmara dos Deputados.

O sucesso da greve geral e de manifestações de rua, como as que aconteceram durante o carnaval com gritos de Fora Temer, Olê, Olê, Olá, Lula! e Vai dar PT, Vai dar PT, podem garantir que os deputados indecisos não se rendam às chantagens e ou ofertas do Vampirão.

O slogan da CUT " se votar não volta", se alastra como pólvora pelo país, mesmo tendo sido divulgado sem recursos e contando apenas com o trabalho da militância de esquerda no país.

Contra as campanhas milionárias de Temer nas rádios e TVs dizendo que a reforma é boa para o trabalhador, cada um de nós deve repetir a todo momento nas bases dos deputados, para a família, amigos e conhecidos que quem aprovar o fim da aposentadoria pode vestir o pijama, porque para Brasília não voltará mais.

Pelo menos não com votos de brasileiros que defendem direitos, justiça e democracia.

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