Dificuldade de recrutar candidatos em 2016

O que se percebe, é uma total desmotivação do cidadão comum em querer participar da vida pública, como uma consequência direta da descrença na política

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Em todos os partidos políticos que estão se organizando para disputar as próximas eleições municipais, há uma dificuldade para encontrar nomes novos – gente que nunca disputou cargo eletivo – com um bom potencial de votos, para poder formar as chapas dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador.

Essa dificuldade, deve-se a um desinteresse das chamadas "pessoas de bem" em entrar para uma militância partidária, em função dos grandes desgastes vividos por ocupantes de cargos eletivos, diante dos escândalos de corrupção e prisões de figuras consideradas como as lideranças mais importantes da política nacional, sobretudo as que estão envolvidas em operações como a Lava-Jato.

O que se percebe, é uma total desmotivação do cidadão comum em querer participar da vida pública, como uma consequência direta da descrença na política. Max Weber escreveu, que a política deveria ser praticada como uma vocação, como atividade nobre, em que interesses coletivos devem ficar acima dos interesses individuais. Isso hoje se inverteu.

Para muitos, a política virou apenas uma profissão em que só predomina o interesse individual. A militância política de base perdeu a sua força, porque nosso processo político eleitoral é baseado em esquemas de financiamento, a que nem todo mundo tem acesso.

Os interessados precisam estar muito bem engajados em uma estrutura de algum grupo político, para poder participar de uma campanha com alguma competitividade. Quem não tem essa estrutura, está fora. Ou então, pode juntar-se a um político profissional, especializado em 'conquistar' votos através desses esquemas.

Diante da grave situação política atual, tudo o que restou foi uma grande dúvida. Em todos os partidos, os políticos estão encontrando sérias dificuldades para formar as chapas dos candidatos para 2016. A descrença em um ideário coletivo, levou à baixa formação de novas lideranças e à uma baixa renovação das câmaras municipais.

Mesmo com os atuais vereadores procurando manter as suas chances de conquistar um novo mandato no próximo ano, os eleitores agora estão bem mais atentos, e buscarão examinar novas alternativas para poder renovar os assentos dos seus representantes públicos.

Os candidatos terão que gastar muito dinheiro, para ter uma candidatura competitiva. E, como eles estão quase todos sem dinheiro algum, precisarão se encaixar em pelo menos uma destas quatro categorias:

1. Ser rico. – 2. Cair nas graças de um 'generoso' financiador poderoso. – 3. Ser escolhido pela cúpula do seu partido como pessoa que 'tem tudo para ser eleito', caso em que dirigentes repassariam os recursos necessários para a sua campanha. –4. Ser famoso, caso em que precisaria ter menos dinheiro, para poder ser 'lembrado'.

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