Diga ao povo que vá!

Talvez pense nos milhares de compatriotas mortos na fila de espera por um leito de UTI, que não tiveram a derradeira chance de serem socorridos pela estrutura que envolve sofisticado sistema de respirador e monitoramento da reação orgânica frente ao vírus, segundo a segundo

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Parafraseando Dom Pedro I, no Dia do Fico, bem que o presidente Jair Bolsonaro poderia fazer seu breve discurso às avessas, o “Dia do Vou”, ou seja, faltaria a ele renunciar ao cargo para o exercício do qual nunca teve competência nem esteve à altura da responsabilidade de governar o Brasil. Tampouco contou com assessoria suficientemente qualificada, republicana e soberana, comprometida, de fato, com o País, na maior parte dos cargos de primeiro e segundo escalão. Sua gestão pode estar longe de terminar, mas já é um fracasso retumbante.

A começar pelo presidente, a incompetência, a despeito de todos os demais aspectos, cantados e decantados pela grande maioria da população e sociedade, desde a vitória eleitoral de 2018, é marca inexorável, insuperável desse governo. A renúncia de Bolsonaro, lépida e fagueira, rápida e discreta, seria a alternativa menos traumática e mais viável para reconduzir a Nação ao rumo do desenvolvimento, inclusão e proteção social, forte investimento público em áreas, como o Sistema Único de Saúde (SUS), educação, ciência, tecnologia, etc.

O único fio de esperança que restaria, para termos um governo e não um (des)governo, uma maluquice como a atual, confusão, um mero apego ao status quo de pertencer ao aparato estatal, seus altos cargos comissionados, cartões corporativos, suas mordomias infinitas, seus jatinhos da FAB, negócios escusos, etc. Bem que o presidente, parafraseando D. Pedro I, no sentido invertido, poderia declarar: “se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto”! “Digam ao povo que vazo.” E vá responder por seus atos longe do DF.

Volte para o Rio!

Volte para o Rio de Janeiro, Bolsonaro, volte! E faça um favor a este País, se retirando da vida pública, de uma vez por todas, e cuidando dos problemas que haverá de enfrentar na justiça, em tantos e tantos inquéritos e investigações, assim como os seus filhos, o 01, 02 e 03. Sua passagem pelo Palácio do Planalto deverá ser considerada a pior da história da República, as páginas mais lamentáveis, superando, em seus pontos negativos, até mesmo os capítulos dedicados aos regimes durante a ditadura militar de 1964-1985.

Se estiver com Covid-19, ainda que seja apenas uma “gripezinha”, para seu “histórico de atleta”, como o senhor disse em cadeia nacional de rádio e TV, ou sua genética supostamente mais resistente aos efeitos do novo coronavírus,  aproveite o período de recuperação para refletir sobre o que está fazendo aí. Quem sabe, reflita sobre as mais de 65 mil mortes, até esta segunda-feira (06-7), e os mais de 1.600.000 casos da doença, consequências que poderiam ter sido minimizadas se o senhor tivesse tido postura quanto à saúde pública.

Talvez pense nos milhares de compatriotas mortos na fila de espera por um leito de unidade de terapia intensiva (UTI), que não tiveram a derradeira chance de serem socorridos pela estrutura que envolve sofisticado sistema de respirador e monitoramento da reação orgânica frente ao vírus, segundo a segundo. Poderia aproveitar a ocasião para lembrar os milhares de óbitos por Covid-19, que simplesmente morreram à míngua, em suas casas, lavadas pelo vale de lágrimas, luto e dor. Bolsonaro, diga ao povo que vá!

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