Dilma-Lula e o desbundamento de udenistas

O imbróglio histérico envolvendo Lula ser ministro nunca foi algo jurídico, com vistas a fugir de fato A ou B. Mais do que inocência, pensar isso é uma genuína burrice. Tal imbróglio sempre foi político. Mais uma vez, a hipocrisia deslavada de nossa atrasada direita golpista aflora diante da reação inteligente de Dilma e do velho barbudo

A ingenuidade na política não garante a entrada no céu!

O imbróglio histérico envolvendo Lula ser ministro nunca foi algo jurídico, com vistas a fugir de fato A ou B. Mais do que inocência, pensar isso é uma genuína burrice. Tal imbróglio sempre foi político. Mais uma vez, a hipocrisia deslavada de nossa atrasada direita golpista aflora diante da reação inteligente de Dilma e do velho barbudo.

1. Gota 1

Duas gotas de água fizeram transbordar o copo da tolerância pacífica e fé plena em parte das instituições, cuja contaminação ideológica passou das fronteiras do aceitável.

Pergunta incômoda: a condução coercitiva de um velhinho de 70 anos, chamado Lula, para depor sobre fato que ele nunca se negou a falar e para onde jamais foi convidado a fazê-lo, foi legal dentro do escopo jurídico e da tradição jurídica do país??Reflitam...

Em sendo necessária, a condução de um velhinho, Ex-Presidente da República, com reconhecimento mundial de forma positiva, precisaria (diante da periculosidade demonstrada do ancião) de um aparato de 4 helicópteros, dezenas de carros, mais de 200 homens fortemente armados????... ou foi pura pirotecnia política vexatoriamente articulada em conluio com veículos de comunicação (particularmente, a Globo)???.

O mundo Jurídico de respeito e detentor de massa cinzenta não contaminada na plenitude já se manifestou sobre tal aberração.

O ato foi político, ilegal e irresponsável.

Distorceu de forma grosseira o processo que seguia um caminho natural, mesmo sendo contestado em diferentes momentos pelas partes.

2. Gota 2

Outra gota de volume gigantesco, pela afronta ao principio do "juiz natural", foi dada quando a nobre Magistrada de São Paulo "declinou" de sua competência original para apreciar algo com começo, meio e fim, nos estreitos limites do seu Estado, a fim de entregar, ruidosamente, o caso ao distante juiz de Curitiba.

A pendenga deixou efetivamente de ser jurídica e passou a ser, de fato e de direito, política.

3. Mexendo peças com talento

Assim, como historicamente acontece nas disputas políticas, todos os personagens se movimentam, com o objetivo de responder ataques e apresentar caminhos.

Dilma foi sábia na decisão do futuro de seu governo e do movimento em defesa das bandeiras de esquerda deste país.

Ao chamar Lula, ela sinaliza uma profunda mudança em seu Governo, com o propósito de enfrentar a difícil e complexa luta política. A sanha da oposição em contaminar o Brasil com a crise política para inviabilizar o país economicamente já produziu estragos por demais. É hora de superar, e Lula representa a maior expressão para capitanear essa nova jornada.

4. A velha UDN não acreditava

Lula foi consagrado mundialmente como um político hábil e capaz de aglutinar. O Congresso precisa dessa interlocução, e o povo, em sua maioria, confia no "barbudo".

Mais do que nomes, neste momento, trata-se de defender a soberania da nação, do Pré- Sal e da Política de Conteúdo Local, fomentadores de empregos, trabalho e renda dentro do Brasil. Visa-se a garantir avanços nas políticas sociais, na taxação das grandes fortunas, no travamento das pautas conservadoras que reduzem direitos trabalhistas e fragilizam a consolidação de nossa economia dentro de um cenário global.

5. Choradeira histérica

O resto...

O resto, como diria o profeta, é o livre direito de espernear de uma direita udenista atônita com a saída brilhante de Dilma e a possibilidade real de Lula se consolidar dentro daquilo que parece ter nascido para ser: um fenômeno político ímpar na história.

Os opositores (as viúvas do PSDB e seus penduricalhos, os nazistas, os preconceituosos por formação, os infelizes e os hilários capachos jamais aceitos pelo primeiro mundo) continuarão sendo vozes distantes!! Talvez até batendo panelas de forma seletiva em sua honradez de "meio-expediente".

6. As investigações devem e vão continuar

No aspecto jurídico, as coisas continuarão caminhando normalmente sob o comando de um STF mais capaz e conhecedor. Ou alguém tem a presunção de achar que o Sérgio Moro, na sua megalomania à La Joaquim Barbosa, é o único juiz sério deste país???

Dentro desta perspectiva, o tempo passará. E, então, em 2018, o povo fará seu julgamento nas urnas.

Nos países de presidencialismo democrático, golpes não são desferidos contra eleitos por mera popularidade baixa ou alta. A crise econômica mundial existe e deve ser combatida com sabedoria e união nacional... inclusive com participação da direita chorona.

Mesmo com uma grande mídia bandida a martelar insanamente a favor da quebra do Estado de Direito, nós, alvissareiros tupiniquins, somos a favor da democracia e contra o Golpe insano!

Viva o Brasil!

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