Dilma não é uma mulher fraca

(Foto: Palmério Doria)

Todo mundo sabe, décadas antes da corrida presidencial de 2010, que Dilma é dura na queda.

Em depoimento à Justiça Militar de 21 de outubro de 1970, ela contou ao juiz da 1º Auditoria da 2º Circunscrição Judiciária Militar que foi interrogada no Dops de São Paulo sob "intensa tortura".

Diz o processo ainda que Dilma, Joana D'Arc da subversão", era um dos cérebros dos esquemas revolucionários"; e coordenadora dos Setores Operários e Estudantil da VAR-Palmares de São Paulo, como também do Setor de Operações.

Nada sobre pegar em armas, assaltar banco, sequestrar, praticar atentados.

Já durante a campanha de 2010, quando desembarcou do helicóptero no heliponto da Rede TV!, em Osasco, São Paulo, as câmeras mostraram sua dificuldade para, de bota ortopédica, descer a escada que leva ao estúdio, para o segundo debate do segundo turno, na noite de 17 de outubro, domingo.

Dilma vinha usando o adereço havia 34 dias, desde que torceu o pé direito ao caminhar numa esteira no Hotel Tívoli, em que se hospedava na capital paulista. Achava que ia ficar uma semana assim. Ficou o resto da campanha.

Tal como os terninhos feitos pela gaúcha Luísa Stadandler, sua amiga há 30 anos, o corte do cabeleireiro Celso Kamura, o rosto remoçado por pequena cirurgia que removeu rugas sob os olhos, a bota torna-se parte de seu visual.

Dos 118 dias de campanha, ela passará a fase mais intensa com aquilo no pé correndo um país de dimensões continentais.

Antes mesmo a candidata deu outros exemplos de know-how em temporadas no inferno. Em 5 de abril de 2010, na chefia da Casa Civil e pré-candidata, contou em coletiva, no hospital Sírio-Libanês, que se vinha tratando contra nódulos detectado na axila havia um mês. Noutras palavras, câncer linfático.

Até que contasse em entrevista à Rádio Gaúcha, cinco meses depois, que estava curada, o país ficou em suspense. Apesar dos prognósticos médicos tranquilizadores, veio o tratamento mais agressivo, a quimioterapia, a perda de cabelos, uso de peruca.

Quando o PT oficializou sua candidatura, em 13 de junho, Dilma já estava em forma. Plena forma. Como hoje.

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