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Alex Solnik

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"

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Dilma teme ser “renunciada”

Para o colunista do 247 Alex Solnik, na entrevista que concedeu nesta sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff "quis avisar de antemão que, se sair do poder antes do impeachment, como pretendem alguns, não será por vontade própria", diante de "exemplos históricos de que pressões desse tipo não acabam bem, como nos casos do suicídio de Getúlio e do golpe branco em Jango"; "Ao dizer que não irá renunciar ela avisa que, se cair, terá sido "renunciada", ou seja, forçada a deixar o cargo fora do rito constitucional. Talvez ela tenha detectado sinais de que há um golpe em formação dentro do golpe", completa o jornalista

Para o colunista do 247 Alex Solnik, na entrevista que concedeu nesta sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff "quis avisar de antemão que, se sair do poder antes do impeachment, como pretendem alguns, não será por vontade própria", diante de "exemplos históricos de que pressões desse tipo não acabam bem, como nos casos do suicídio de Getúlio e do golpe branco em Jango"; "Ao dizer que não irá renunciar ela avisa que, se cair, terá sido "renunciada", ou seja, forçada a deixar o cargo fora do rito constitucional. Talvez ela tenha detectado sinais de que há um golpe em formação dentro do golpe", completa o jornalista (Foto: Alex Solnik)

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A inesperada entrevista da presidente Dilma nesta sexta-feira é resposta a algo que não sabemos concretamente o que é, mas que nos últimos dias têm sido vocalizado por políticos da oposição e revistas idem e se resume no seguinte bordão: "o governo acabou".

Isso quer dizer que alas da oposição, sejam políticos ou não, já não se conformam em esperar por impeachment, nem por TSE, mas fazem uma pressão monumental para que ela renuncie.

Claro que é uma exigência descabida, já que é um ato de vontade própria.

Como há exemplos históricos de que pressões desse tipo não acabam bem, como nos casos do suicídio de Getúlio e do golpe branco em Jango, ela quis avisar de antemão que, se sair do poder antes do impeachment, como pretendem alguns, não será por vontade própria.

Ao dizer que não irá renunciar ela avisa que, se cair, terá sido "renunciada", ou seja, forçada a deixar o cargo fora do rito constitucional.

Talvez ela tenha detectado sinais de que há um golpe em formação dentro do golpe.

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