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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Ditadura Moro

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Já tivemos a ditadura civil de um homem só.

Já tivemos a ditadura militar dos generais.

A ditadura ora em gestação é de outro tipo.

A ditadura do juiz Sergio Moro se consolida de forma lenta, gradual e segura.

Já não há dúvida que ele pode tudo.

A "lei" está do seu lado. E quando não está, ele a coloca.

Ele prende e arrebenta.

E o STF está do seu lado.

E a turba está do seu lado.

Como sempre esteve, aliás, nos momentos da história em que o clima era de caça às bruxas.

A turba aplaudiu, em Roma, espetáculos em que cristãos eram jogados aos leões.

A turba aplaudiu os autos de fé do frade Tomás de Torquemada que consistiam em queimar pessoas vivas acusadas de serem judeus.

A turba aplaudiu Hitler quando ele copiou Torquemada e mais uma vez matou judeus nas câmaras de gás.

A turba está ansiosa para jogar "judeus" na fogueira que agora atendem pelo nome de petistas.

A turba esfrega as mãos à espera do grande dia.

Não é Cunha, não é Temer. A turba sabe que só quem pode jogar os petistas na fogueira é Sergio Moro.

A oposição também.

Pela via democrática – o impeachment – a oposição sabe que já perdeu.

Pela via do TSE o caminho é longo demais.

O chefe do golpe não é Cunha, nem Temer.

É Moro.

Ele é o caminho mais curto para derrubar a presidente e liquidar o PT.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.