Ditadura que é ditadura ataca a cultura

Se alguém ainda tinha dúvida de que vivemos sob uma ditadura, é só verificar a última ação do Vampirão retirando dinheiro da Cultura e do SUS, alegando que vai investir em segurança pública. O que fizeram as ditaduras conhecidas pela história quando tomaram o poder? Atacaram de imediato a cultura

Se alguém ainda tinha dúvida de que vivemos sob uma ditadura, é só verificar a última ação do Vampirão retirando dinheiro da Cultura e do SUS, alegando que vai investir em segurança pública. O que fizeram as ditaduras conhecidas pela história quando tomaram o poder? Atacaram de imediato a cultura
Se alguém ainda tinha dúvida de que vivemos sob uma ditadura, é só verificar a última ação do Vampirão retirando dinheiro da Cultura e do SUS, alegando que vai investir em segurança pública. O que fizeram as ditaduras conhecidas pela história quando tomaram o poder? Atacaram de imediato a cultura (Foto: Chico Vigilante)
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Se alguém ainda tinha dúvida de que vivemos sob uma ditadura, é só verificar a última ação do Vampirão retirando dinheiro da Cultura e do SUS, alegando que vai investir em segurança pública.

O que fizeram as ditaduras conhecidas pela história quando tomaram o poder? Atacaram de imediato a cultura.

Por que ? porque a cultura é libertária. A cultura traz conhecimento, liberta a mente, faz pensar, abre novos caminhos, aponta saídas.

Hoje, quando o golpista Temer edita a Medida Provisória 841, reduzindo drasticamente a participação de 3% para 1% do Fundo Nacional de Cultura na receita das loterias federais, ele elege como álibi exatamente a promessa de solução para a segurança pública porque sabe que todo mundo está preocupado com isso.

É populista!

Sabe que vai convencer parte da população de que a troca vale a pena porque segurança é mais importante.

Mas apenas incautos e ignorantes acreditarão neste conto do vigário, de que é necessário tirar da cultura, e do SUS, como prevê a MP, para que todos tenham mais segurança.

Na verdade, as atividades culturais e criativas representam atualmente 2,64% do PIB, geram um milhão de empregos formais, reúnem 200 mil empresas e instituições e cresceram entre 2012 e 2016 a uma taxa média anual de 9,1%, apesar da recessão.

A conclusão é óbvia: reduzir recursos da política cultural é um incentivo à criminalidade, não o oposto. Mais cultura significa menos violência e mais desenvolvimento.

Povo sem cultura vira capacho dos opressores, não discerne quem é, nem onde está o inimigo.

O inimigo é este bandido, que se quisesse realmente encontrar novas fórmulas de financiamento para a segurança pública deveria taxar as grandes fortunas, e cobrar os impostos bilionários devidos por grandes empresários e latifundiários deste país.

Logo no início de seu governo Temer tentou destruir o Ministério da Cultura. Não conseguiu porque a classe cultural se levantou no país inteiro contra a medida. Agora ele volta à carga.

De que adianta um ministério da Cultura sem orçamento?

É chegada a hora da população toda se unir à classe cultural e artística e voltar a ocupar cinemas, teatros, salas de espetáculos, ruas e praças deste país, para combater mais um desvario deste marginal entrincheirado no Palácio do Planalto.

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