Dizer a verdade sobre o coronavírus seria ser bolsonarista? As almas cândidas e o pedido de confinamento social

"O lockdown não é, em caso algum, um sinônimo de atenção à saúde pública e à falta de lockdown não é, em caso algum, prova certa de cinismo"

 Viaduto Santa Ifigꮩa durante a quarentena.
Viaduto Santa Ifigꮩa durante a quarentena. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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Antes de mais nada é preciso destacar que nenhum líder autoritário, ou acólito da doutrina liberalista, ou as duas coisas juntas, se preocupa com a saúde da população. Viktor Orbán na Hungria e Jair Bolsonaro no Brasil expressam a mesma indiferença pelo povo e pelo bem-estar coletivo. Orbán escolheu, para enfrentar a suposta crise do coronavírus, a estratégia do lockdown, mas continua a implementar políticas ultraneoliberais que corroem, dia após dia, os direitos dos trabalhadores, destroem o estado social e, com estes, também os serviços de saúde pública. Hoje, graças à crise do coronavírus, ele governa por decretos. Um ditador para todos os efeitos. Fechar todo o mundo em casa não é sinônimo de cuidado social. Jair Bolsonaro, da sua parte, escolheu uma postura mais pitoresca, que se caracteriza por declarações e condutas dignas de um ator consumado. Ele poderia também ter sido favorável ao lockdown sem modificar a sua filosofia política, que se traduz em uma total indiferença pelo genocídio em ato no Brasil contra os pobres, os negros e as populações indígenas, pelo desmonte dos serviços públicos, incluídos os serviços sanitários, e pelo empobrecimento progressivo da população

Então, o lockdown não é, em caso algum, um sinônimo de atenção à saúde pública e à falta de lockdown não é, em caso algum, prova certa de cinismo. Bolsonaro foi generoso com as provas de cinismo durante toda a sua carreira política, culminando com a homenagem ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra em plena assembleia do Senado Federal, em ocasião do impeachment da presidente Dilma Roussef. A ninguém passou despercebido que Ustra chefiava a equipe de carniceiros que torturaram a Dilma durante a sua detenção arbitrária, no momento da ditadura militar. Não era necessária alguma prova suplementar para compreender a estatura moral deste sujeito.

Na Suécia não foi posta em prática nenhuma medida de confinamento, durante esta suposta crise sanitária, e ninguém acusou aquele governo de falta de consciência social. Em contrapartida, o governo holandês, que lidera um país teoricamente democrático no qual o confinamento foi aplicado, teimosamente se opôs a qualquer ajuda da União Europeia à Itália para enfrentar a profunda crise econômica gerada pelo coronavírus. Como se vê, o confinamento não é sinônimo de consciência social e a falta de confinamento não é sinônimo de inconsciência.

A inconsciência do Bolsonaro tem causas e provas além do coronavírus. A sua postura contra o confinamento seria a última coisa necessária para afastá-lo do governo.

O caso da Itália: um laboratório de engenharia social

As “almas cândidas” que pedem o confinamento social como medida necessária não percebem, nem de longe, o que isso significa. 

O covid-19 foi a ocasião, procurada ou acidental que seja, para conduzir a maior experiência de engenharia social da história da humanidade. Na Itália, onde moro, os mais importantes direitos constitucionais foram suspensos, sem controle prévio do parlamento. O primeiro-ministro decretou o lockdown através de atos de hierarquia jurídica incompatíveis com medidas tão graves. Ainda mais, os governadores das diferentes regiões, e até os prefeitos, foram permitidos de reforçar as medidas de confinamento. Chegamos ao ponto que sair de casa sem máscara e sem uma certificação, na qual se declaram os motivos da saída, é arriscar uma multa de 500 euros. 

No momento mais agudo das medidas, ninguém podia se afastar mais de 200 metros da sua habitação. Todos os parques públicos foram fechados e foi proibido até fazer jogging. A postura do governo central e dos governadores a este respeito foi tal, que a polícia se sentiu no direito de hostilizar a população comportando-se de forma abusiva, como invadir espaços privados, ameaçar, revistar carros sem nenhuma autorização e até mesmo interromper serviços religiosos, chegando armados até o altar para impedir o sacerdote de continuar. Isso aconteceu em uma pequena igreja, que estava vazia, com poucos crentes, distanciados entre eles, acompanhando a função religiosa no adro. O vídeo, disponibilizado pelas redes sociais, é bastante impressionante. Como é impressionante a tomada de um banhista solitário por helicóptero e navio patrulha da guarda costeira. São dezenas de milhares as multas impostas aos cidadãos, inclusive aquelas impostas a pessoas encontradas a passear com o próprio cachorro a mais de 200 metros de casa.

Governadores, e prefeitos também, ameaçam reforçar o confinamento gravando vídeos que são disponibilizados pelas redes sociais. As declarações que fazem esmorecem, em comparação, as falas coloridas do Bolsonaro. O governador da região Campania (no sul da Itália) ameaçou chegar com lança-chamas para dispersar supostas concentrações de pessoas nas ruas. Os brasileiros sabem muito bem, por triste experiência pessoal, que esta linguagem truculenta vai bem além de ser uma simples atitude folclórica.

Parece claro que a única coisa a não fazer hoje é protestar. Uma violação brutal dos direitos civis aconteceu dia 2 de maio em Sicília. Um jovem de 33 anos protestava contra o lockdown, circulando sozinho no seu carro, usando um alto-falante. Foi detido pelos “carabinieri”, arrancado do seu carro, submetido a um chamado “tratamento sanitário obrigatório”, sedado, transferido de ambulância para um hospital, onde foi-lhe aplicado um catéter, e mantido preso ao leito por 5 dias. Tudo isso aconteceu na Itália. As “almas cândidas” que pedem o confinamento social, conseguem imaginar as consequências de tal medida no Brasil de hoje? 

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Como se não bastasse, o governo estabeleceu uma força-tarefa para combater pretensas fake news sobre o covid-19. A força-tarefa é composta, nem é necessário dizer, por jornalistas da mídia corporativa, acostumados a espalhar fake news a cada dia. A pressão sobre a informação independente chegou ao ponto de ser tão intensa que foi lançado recentemente um manifesto pela defesa da liberdade de opinião (https://www.byoblu.com/firma-il-manifesto-del-patto-per-la-liberta-di-espressione/). Todos os dias, vídeos e postagens, publicados nas redes sociais, que tentam divulgar informações alternativas são ocultados sem informação prévia e sem possibilidade de opor-se. Estou-me referindo à Itália. Um país supostamente de longa e sólida tradição democrática.

A população é aterrorizada todos os dias com notícias assustadoras, que falam do andamento da epidemia em termos dignos dos relatos das pestilências medievais. Com toda a evidência, esta crise sanitária não é feita para acabar. Exatamente como a crise econômica na qual mergulhamos há mais de 10 anos. Os noticiários sublinham a cada dia que a epidemia está pronta para ressurgir e que as medidas de confinamento estreito, que desde 4 de maio foram atenuadas, poderiam ser retomadas até que uma vacina esteja disponível.

Os atos oficiais que limitam as atribuições constitucionais são tão detalhados e complexos que advocados de boa vontade publicam, nas redes sociais, simplificações das medidas que sejam compreensíveis ao cidadão comum. O último decreto do governo regional da Campania, que estabelece disposições a ser tomadas durante a chamada “fase 2”, é composto por 8 densas páginas repletas de restrições e regras, individuais e coletivas, a ser cumpridas de 11 a 17 de maio. Sim, somente por 7 dias. Depois novas regras serão disponibilizadas. A estas regras regionais, que são diferentes nas diferentes regiões, é preciso acrescentar os atos do governo central. Este decreto, como também os precedentes, estabelece a obrigação de se submeter ao teste pelo coronavírus ao simples pedido das autoridades. Só que o teste oficial, baseado em uma técnica chamada PCR, não é confiável. Pesquisas apontam cerca de 80% de falsos positivos, pelo simples fato de que a técnica não é adequada para testar vírus, como apontou, em uma entrevista concedida em 2014, Kary Mullis, o inventor desta técnica, que lhe rendeu o prêmio Nobel em 1993. 

A suposta pandemia.

A narrativa corrente fala de uma grave pandemia causada por um vírus extremamente perigoso e infeccioso, caracterizado por uma alta mortalidade. Uma análise detalhada mostra uma realidade diferente. Quero referir-me somente à Itália, um país que conheço bem e do qual conheço bem os dados oficiais.

Como fazer para convencer uma população toda que estamos no pleno de uma perigosa epidemia? A coisa mais simples é esquecer o passado recente. O que aconteceu no passado recente que deveria ser do conhecimento da gente? Muitas coisas. Tentamos resumir as mais importantes.

1) Quantos são os falecimentos causados pela gripe?

No site do Instituto Superior da Saúde (agência do Ministério Italiano da Saúde) está disponível um gráfico intitulado “Distribuição de casos graves e mortes por gripe confirmada” no período de tempo 2019-2020. As mortes totais seriam 34 em 13 semanas (da 48ª semana de 2019 até a 8ª semana de 2020). Em uma outra página do site lê-se que utilizando um método de cálculo dos óbitos por gripe, usado na Inglaterra, gera-se uma estima de cerca de 8.000 mortos por gripe ao ano. A coisa interessante é que na mesma página convida-se o leitor a aprofundar o assunto lendo o artigo “Investigating the impact of influenza on excess mortality in all ages in Italy during recent seasons (2013/14-2016/17 seasons)”, publicado no International Journal Infectious Diseases em novembro de 2019. Uma leitura atenta do artigo, e alguns cálculos, permitem estimar cerca de 34.000 falecimentos a cada ano (esta é a média dos últimos 5 anos) por complicações respiratórias causadas pela gripe na Itália. Os falecimentos causados por complicações cardíacas devidas à gripe não são tomados em conta. Este é um número que poucos conhecem. A melhor maneira de assustar é colocar à parte o que aconteceu nos últimos anos. Hoje a suposta crise do coronavírus não se aproxima nem um pouco do número de mortos anuais por influenza, e os óbitos atribuídos ao covid-19 são de longe superestimados, como foi denunciado pelo presidente da Ordem dos Médicos da região Liguria (Itália do norte).Para descobrir a verdadeira dimensão do problema, seria útil referir-se às estatísticas mais confiáveis, aquelas que relatam as falências totais (todas as causas de mortes) na classe de idade acima de 65 anos, a mais afetada pelo coronavírus. Este ano, a partir da 1a semana até a 10a (de 2 a 8 de março) os mortos observados (linha azul no gráfico) foram em média 230 por dia, enquanto os esperados (a média dos últimos 5 anos, linha verde no gráfico) foram 240. A partir da 10a semana os mortos começam a disparar, atingem um pico na 13a semana (23-20 de março) e depois se reduzem até a 17a semana (20-29 de abril, últimos dados disponíveis). Esta “anomalia”, sem dúvida devida ao coronavírus, chegou ao seu fim. Uma simples projeção permite calcular que as falências deveriam situar-se em cerca de 6.000-7.000 mais do que esperado. Uma cifra muito menor dos 26.251 falecidos, como relata o site da OMS em 10 de maio de 2020. 

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2) Estamos diante de uma mortalidade particularmente elevada?

Não. Em 2015 foram registradas 54.000 falências mais que a média dos anos precedentes,  concentrados nos primeiros meses do ano e em julho. Foi a mais alta mortalidade registrada desde a Segunda Guerra Mundial. No total, em 3 meses (janeiro, fevereiro e março) se registraram 23.000 falecidos mais do que esperado. Não me lembro de medidas extraordinárias tomadas nesta ocasião. Hoje estamos com cerca de 6.000-7.000 mortos a mais do que o esperado em 4 meses e o governo empregou resoluções draconianas, suspendeu os direitos civis, aterrorizou a população e pôs-se de joelhos a economia do país. Há alguma lógica nisto? 

3) É plausível imaginar que o governo italiano quis proteger a população com medidas extraordinárias? 

A resposta é, sem dúvida, não. Vamos tentar descobrir porquê:

a) nos últimos 10 anos o serviço de saúde pública sofreu uma redução cerca de 70.000 leitos e experimentou um brutal corte de verbas (cerca de 37 bilhões de euros) por causa das políticas neoliberais impostas ao país. O governo atual nada fez para reverter esta tendência;

b) os cortes de verbas incluem os serviços de apoio às famílias de pessoas com deficiências graves e doentes por enfermidades gravemente debilitantes. Estas famílias, e os doentes, foram simplesmente abandonados pelo Estado e estão abandonadas até hoje;

c) na década de 80 os mortos por infecções contraídas nos hospitais eram cerca de 18.000, com um número de leitos muito mais alto do atual. Hoje, são 48.200. De novo o governo nada fez para enfrentar esta dramática emergência;

d) a agência europeia do meio ambiente relata que as mortes precoces causadas pela poluição atmosférica na Itália são cerca de 78.000 por ano. A Itália foi denunciada perante o tribunal de justiça europeu por isso. O governo nada fez para tentar reduzir este massacre. 

De forma óbvia este governo não parece preocupado com a saúde da população. Por que deveria de repente mudar o rumo e tornar-se o defensor do povo?

As medidas de confinamento foram eficazes

A resposta é, de novo, não. Como fazer para esclarecer este ponto? Uma ajuda vem de una recente pesquisa da universidade inglesa de Oxford que aponta um incremento das taxas de infecções   diretamente proporcional à severidade do lockdown. Parece que a taxa de infecção em família seria de 20% e em comunidade de 1 a 5%. Uma coisa perfeitamente normal em caso de gripe. 

Além disso, a coisa mais evidente seria ver a diminuição dos casos de gripe durante o confinamento. Se essa medida fosse eficaz, fechar em casa toda uma nação deveria se tornar uma medida espetacular para modificar o andamento da gripe sazonal. Infelizmente não foi assim. Na Itália, os vírus da influenza circularam durante o lockdown exatamente como no período de 2018-2019. Seria esquisito que o coronavírus, que pertencia a uma família viral que inclui também vírus gripais, deveria comportar-se de forma original a este respeito. 

O que aconteceu na Itália? 

Sem dúvida nenhuma a Itália do norte experimentou uma crise dramática. Quais são as causas? Muito difícil de dizer, se insiste-se a individuar o problema somente no coronavírus. Teve, sem dúvida nenhuma, causas concomitantes. É muito complexo hoje tentar identificá-las. Poluição atmosférica, envelhecimento da população, erros grosseiros nas terapias, colapso do sistema sanitário, caos nos hospitais são todas possíveis causas agravantes. 

Uma coisa é certa: o andamento epidemiológico da suposta crise do coronavírus não é compatível com os efeitos de uma doença viral e, como tal, transmissível. O Instituto Italiano de Estatística disponibilizou, em 4 de maio de 2020, dados completos das mortes divididas por zonas de gravidades da infecção: máxima gravidade nas províncias do norte, gravidade intermédia no centro do país e de baixa gravidade no sul.

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Tentemos ler estes gráficos. O gráfico na esquerda relata dos falecidos masculinos totais nas províncias do norte. O gráfico na direita relata dos falecidos totais femininos nas mesmas províncias. A linha preta horizontal representa os mortos esperados e as linhas coloridas a diferença percentual da mortalidade entre os dados esperados e os dados observados, pelas diferentes classes de idade. Como se vê, os mortos começam a disparar a partir de 17 de março Uma coisa bastante curiosa é a grande diferença de falecimentos entre homens e mulheres. A coisa ainda mais curiosa é a diferença entre as províncias do norte e as do centro e do sul. 

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A figura 4 contém os dados das falências nas províncias do centro da Itália. Como aparece evidente, somente a classe de idade acima de 90 anos (linha vermelha) mostra uma diferença sensível com os mortos esperados. A linha verde (classe de idade 80-89 anos) mostra somente uma leve diferença com os dados esperados, provavelmente estatisticamente não significativa. As outras classes de idade estão todas abaixo da linha preta. Os dados que pertenciam às províncias do sul (figura 5) descrevem um quadro ainda mais diferente. Somente a classe de idade acima de 90 anos se afasta ligeiramente da linha preta a partir de 28 de fevereiro, 20 dias antes do aumento da mortalidade no norte. Todas as restantes classes de idade experimentam uma taxa de mortalidade abaixo dos dados esperados. Eu me pergunto: mas que tipo de “pandemia” é esta? Uma pandemia que causa efeitos diferentes dentro do mesmo país? Parecem existir 3 Itália distintas, uma no norte, uma no centro e uma no sul. Nenhuma epidemia pode se manifestar assim. Não analisar as verdadeiras causas de morte nas regiões do norte significa colocar aqueles cidadãos em risco grave no futuro próximo. Se os acontecimentos de hoje vão se repetir no próximo ano em quem se jogará a culpa? De novo no coronavírus?

Conclusões 

A partir da análise dos dados oficiais disponíveis parece evidente uma falsificação brutal da realidade espalhada pela mídia corporativa e apoiada pelo governo. À luz de tudo isso é impossível não chegar a conclusão de que o que está em jogo não é, de jeito nenhum, a preocupação com a saúde pública. Muito pelo contrário, estão em jogo interesses inconfessáveis. O confinamento foi a medida que consentiu silenciar a população, retirar direitos fundamentais com base em um alarme sanitário que não resiste a uma análise aprofundada, aterrorizar o povo com notícias assustadoras. Parece que somente uma vacina seria a solução definitiva, sem vacina a epidemia poderia ressurgir  de repente em qualquer momento. E chegamos ao ponto: a vacina. Um remédio mágico que deveria resolver todos os problemas causados pelas doenças transmissíveis. Já hoje, o governador da região Lazio decretou, de forma ilegítima, a vacinação obrigatória contra a gripe para todos os idosos, para reduzir a sensibilidade ao coronavírus e para reduzir o próximo impacto sobre o serviço publico de saúde. Uma coisa desprovida de qualquer valor científico. Numa matéria publicada no blog Brasil 247 (https://www.brasil247.com/authors/stefano-dumontet) sublinho a possível relação entre vacinação contra a gripe e sensibilidade ao covid-19, apontada por pesquisadores americanos. 

Apequenar esse cenário complexo a uma simples declaração de fé sobre a eficácia do confinamento na luta contra o coronavírus, significa, entre outras coisas, entregar todos nós, uma vez a mais, às mãos criminosas de quem quer especular em cima do medo, impondo uma inútil e perigosa vacinação em massa.

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