Dodge quer cassar direitos políticos de Lula

"A chefe da PGR, Raquel Dodge tenta fazer chicanas. Antes mesmo do registro da candidatura ela já tinha pedido a impugnação. Agora, em meio ao trâmite, pede liminar para suspender a candidatura", diz o colunista Alex Solnik; "O que Dodge pede é a cassação da candidatura a priori, exatamente como aconteceu na ditadura militar. Quem cassava, então, era o general presidente da República. Agora é a Justiça. Em 64, a ditadura calou a Justiça; em 2018, a Justiça tenta calar a democracia"       

Dodge quer cassar direitos políticos de Lula
Dodge quer cassar direitos políticos de Lula (Foto: Esq.: José Cruz - ABR / Dir.: Stuckert)

A reunião extraordinária do TSE marcada para hoje, uma sexta-feira, dia que os magistrados dedicam ao ócio, a 24 horas do início do horário eleitoral só pode ter um objetivo: tirar Lula da eleição antes que ele vença no primeiro turno. Só isso explica a celeridade e mesmo o atropelo com que a questão da sua inelegibilidade está sendo tratada.

Esgota-se hoje o prazo para a defesa entregar seu memorial em resposta aos pedidos de impugnação. Correm a partir de agora prazos para coleta de provas, oitiva de testemunhas, depois vêm as alegações finais dos acusadores. E só então o relator proclama a sentença ou a encaminha ao plenário.

A chefe da PGR, Raquel Dodge tenta fazer chicanas. Antes mesmo do registro da candidatura ela já tinha pedido a impugnação. Agora, em meio ao trâmite, pede liminar para suspender a candidatura. Ela e os demais magistrados não desconhecem a obrigação e o dever de respeitar a constituição. Ela garante direitos políticos a cidadãos na condição de Lula. Também garante a presunção da inocência.

O que Dodge pede é a cassação da candidatura a priori, exatamente como aconteceu na ditadura militar. Quem cassava, então, era o general presidente da República. Agora é a Justiça. Em 64, a ditadura calou a Justiça; em 2018, a Justiça tenta calar a democracia.        

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