É preciso derrotar o fascismo

Oque podemos esperar do governo de Bolsonaro caso seja eleito? O pior disso tudo é ver a juventude e gente humilde das camadas populares aplaudindo este tipo de discurso; com certeza não têm o mínimo de conhecimento do que significou o fascismo na Itália e o Nazismo na Alemanha

É preciso derrotar o fascismo
É preciso derrotar o fascismo (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em visita ao sul do Pará, o pré-candidato a presidente da República Jair Bolsonaro deu entrevista assumindo as suas ideologias e sua face do fascismo. Disse que se chegar a ser presidente do Brasil vai tratar a turma do sem-terra a bala. Afirmou ainda que o major Pantoja que ordenou a chacina de 19 sem-terra em 1996 no Sul do Para é um herói, e quem deveria estar na cadeia eram as lideranças dos sem-terra e não os policiais assassinos. Essas declarações no mínimo deveriam ser repudiadas pelas autoridades do Ministério Público e do Judiciário, pois são revelações do ódio e incentivo à violência. Diante disso, o que podemos esperar do seu governo caso seja eleito? O pior disso tudo é ver a juventude e gente humilde das camadas populares aplaudindo este tipo de discurso; com certeza não têm o mínimo de conhecimento do que significou o fascismo na Itália e o Nazismo na Alemanha. Nossa tarefa é combater toda esta ofensiva e ajudar os desconhecidos e desorientados a ter clareza e consciência do que significa as ideias nazista e fascista.

Essa escalada do fascismo de Bolsonaro não é simplesmente da cabeça dele, por trás deste discurso e sua candidatura está a extrema direita reacionária da “casa grande”, que manteve este país por mais de 300 anos de escravidão. Está ainda o Imperialismo Americano que patrocinou todos os golpes militares na América Latina e sem dúvida orquestrou o golpe para derrubar a Presidenta Dilma em 2016. É[D1]  hora de nossas forças sociais, toda  militância e sociedade compreenderem o sinal do tempo e prestar atenção na natureza e na origem do renascimento das ideologias nazista e fascista que vem ganhando força a muito tempo em nosso País. Tem muitos dirigentes de partidos de esquerda e progressistas dizendo que este fascista não chega nem no segundo turno das eleições de outubro, mas tem um velho ditado que diz: “caldo e cautela não faz mal a ninguém”. Nunca devemos subestimar o nosso inimigo, ainda com outro ditado, “é melhor prevenir do que remediar”, ou acordamos para a realidade enquanto é cedo, ou amargamos sofrimentos de um fascista governando o Brasil.

O tempo corre contra nós e passa mais ligeiro que relâmpagos nas noites de tempestades. Já se foram mais de 100 dias e a maior liderança popular da esquerda não saiu das gaiolas de Curitiba. As Côrtes superiores fazem de conta que nada está acontecendo com o judiciário da Primeira Instância, e os que estão à frente das mobilizações e articulações para libertar Lula estão se deixando levar pelos argumentos dos advogados que tenta seguir um raciocínio de que a liberdade de Lula é questão de dias. Essa tese já estava derrotada desde o dia em que eles convenceram Lula a se entregar. Lula só sai da cadeia com uma ampla mobilização popular, ou seja, tem que trazer para as ruas não só os que são aliados, mas a Frente Brasil Popular precisa compreender a lógica desta guerra, não é uma guerra contra um inimigo qualquer, é a guerra contra todos os interesses do Imperialismo.

É preciso compreender o caráter dessa batalha que começou lá com o tal mensalão comandado pelo Ministro Joaquim Barbosa, o qual colocou na cadeia os melhores quadros do partido e culminou em 2016 com a derrubada da Presidenta Dilma do “poder”. A impressão que se passa é que o PT e seus quadros estão como abelhas que perderam a sua colmeia e não sabem para onde vão e insistem com seus habeas corpos esperando as bondades das Côrtes que colocaram Lula na cadeia. A prisão de Lula é política, se resolve com a política. Se foi a suprema corte que mandou prender Lula, somente ela terá o poder de soltar, e isso ficou demostrado recentemente com o “solta e prende” de Lula.

Não é possível que as forças de esquerda e progressistas não estejam compreendendo o momento político da nossa história. Precisam deixar os seus egos e os corporativismos fora da pauta do cotidiano e pensar no Brasil. A conjuntura política é grave e merece análise concreta da nossa realidade quanto movimentos sociais, classe trabalhadora, setores da competência pública sendo alienados e usurpados, desestruturação moral de partidos de esquerda, situações que já foram melhoradas no governo nos governos passados que retrocedem deixando pior do que estavam. É necessário com urgência encontrar uma saída em que esteja em primeiro lugar a democracia e o respeito a nossa Constituição e a nossa soberania. No Vietnã o general Giap, que comandava o exército revolucionário do povo vietnamita em guerra contra os Americanos, disse a comandante Ho Chi Minh: “se quisermos derrotar os americanos temos que unir todo o povo do Vietnã contra eles, para isso precisamos descer a bandeira de nosso partido e hastear a do nosso País, assim toda nossa população irá à guerra e nós vamos ser vencedores”. Exatamente foi que aconteceu: a maior potência bélica do Mundo foi derrotada por um povo pobre que tinha até arma de bambu. É hora de nossos proletariados organizados em suas entidades sindicais, movimentos e partidos, bem como toda sociedade de modo geral que preza pela democracia e a liberdade a se somar as forças com um único objetivo, o de derrotar os ideais e a prática do Fascismo e todo resquícios do nazismo em nosso País, hoje representado e liderado pelo Deputado Jair Bolsonaro. Ou fazemos isso ou poderemos ver a história se repetir novamente com os horrores dos campos de concentração onde milhares de vidas foram ceifadas. É esse perigo que está presente nessa conjuntura que antecede as eleições de outubro de 2018. Pensemos e agimos!

 

 

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