É preciso elevar o nível do debate entre Esquerda e Direita

A Esquerda não pode insistir na visão maniqueísta e equivocada de que seu oponente se resume exclusivamente ao alienado paneleiro de camisa da CBF. É preciso admitir que também há uma Direita esclarecida, erudita e politizada. Apenas reconhecendo seu adversário e elevando o nível do debate, a Esquerda voltará a transformar o cenário político no país

A Esquerda não pode insistir na visão maniqueísta e equivocada de que seu oponente se resume exclusivamente ao alienado paneleiro de camisa da CBF. É preciso admitir que também há uma Direita esclarecida, erudita e politizada. Apenas reconhecendo seu adversário e elevando o nível do debate, a Esquerda voltará a transformar o cenário político no país
A Esquerda não pode insistir na visão maniqueísta e equivocada de que seu oponente se resume exclusivamente ao alienado paneleiro de camisa da CBF. É preciso admitir que também há uma Direita esclarecida, erudita e politizada. Apenas reconhecendo seu adversário e elevando o nível do debate, a Esquerda voltará a transformar o cenário político no país (Foto: Guilherme Coutinho)

Em A Arte da Guerra, a milenar – e ainda atual – obra sobre estratégia, o filósofo Sun Tsu afirma que para triunfar em uma batalha é necessário conhecer a si mesmo e a seu adversário. A Esquerda não pode insistir na visão maniqueísta e equivocada de que seu oponente se resume exclusivamente ao alienado paneleiro de camisa da CBF. É preciso admitir que também há uma Direita esclarecida, erudita e politizada. Apenas reconhecendo seu adversário e elevando o nível do debate, a Esquerda voltará a transformar o cenário político no país.

A dicotomia representada pelos termos Esquerda e Direita promove o embate político nas mais variáveis formas de governos no mundo desde o século XVIII, com o advento da Revolução Francesa. Ideais e visões diferentes sobre política, economia e Estado são princípios basilares da república e são saudáveis a qualquer democracia. O debate é necessário e não pode ser reduzido a um bate-boca de cunho pessoal, focado apenas em acusações em uma bizarra competição de quem roubou mais.

Para mostrar que ainda está do lado do povo, a esquerda precisa apresentar projetos focados no social, cada vez mais consistentes e claros para toda a população. Precisa provar que está pronta para defender o trabalhador e as minorias. Precisa mostrar que aprendeu com erros e que está disposta a se reinventar, sem jamais se esquecer de suas origens. Caso contrário, continuará perdendo espaço para uma Direita engajada que encontrará argumentos convincentes.

O embate político tem que ser travado sempre com o povo sendo seu maior protagonista e beneficiário. De nada adiantará engessar um discurso por anos, acusando sempre o "outro" por todas as mazelas de nossa nação. Pois esse jogo indigno não tem fim. É necessário elevar o nível da discussão, evoluir o discurso, e vencer travando o "bom combate".

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