É preciso sair da crise investindo no Brasil

Fique atento a todos os políticos que votaram contra os trabalhadores. É preciso votar em candidatos comprometidos com você

É preciso sair da crise investindo no Brasil
É preciso sair da crise investindo no Brasil (Foto: DUSEK)

Você lembra em quem votou para deputado estadual, federal, quem foi seu vereador? Muita gente não lembra, mas a política faz parte do seu dia a dia.

Tem candidato que defende baixo salário e maior desemprego como fórmula de desenvolvimento econômico. Vivemos isso e sabemos como foi ruim para os trabalhadores. Entre 1995 e 2003, os bancários de instituições privadas viram seus salários ficarem 8,6% menores em relação à inflação e o número de bancários, entre 94 e 2002, diminuiu 30,3% no Brasil.

É preciso sair de crise em que vivemos. E isso só será possível com a geração de emprego e crédito com juros menores. Alguns candidatos propõem privatizar os bancos públicos. Mas eles são indutores do desenvolvimento econômico nacional, estadual e municipal, tem um papel anticíclico em períodos de crise econômica e geram empregos diretos e indiretos. Desde a Crise de 2008 o crédito nos bancos públicos cresceu muito acima da média, chegando a R$ 1,68 trilhão, aumento de 280%. Somente a Caixa é responsável por quase 70% do crédito imobiliário do país. O desmonte dos bancos públicos, por exemplo, afeta toda a população porque prejudica o financiamento da habitação, agricultura, obras de infraestrutura, projetos de geração de renda e políticas sociais.

Hoje sabemos que sem o aumento da oferta de crédito do Banco do Brasil, por exemplo, para a agropecuária, a agricultura familiar, para empresas e consumidores, o Brasil não teria saído da crise muito mais rápido que qualquer país do mundo. E isso contribui também para a ampliação do crédito, redução do spread bancário e crescimento do emprego nos bancos privados.

Fique atento a todos os políticos que votaram contra os trabalhadores. É preciso votar em candidatos comprometidos com você. Precisamos votar em candidatos que priorizem a expansão do crédito para setores prioritários como moradia popular, agricultura familiar, pequenas e médias empresas, etc. Essas medidas contribuiriam ao mesmo tempo para fortalecer a economia, gerar empregos em setores intensivos em mão de obra, dinamizar o mercado interno e amenizar graves problemas sociais do Brasil como o déficit de moradias, a falta de acesso a terra e também a alta dos preços dos alimentos.

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