É urgente pôr fim ao bloqueio a Cuba

A luta contra o bloqueio este ano se soma à exigência de que cesse a mentira de rotular Cuba como país patrocinador do terrorismo

(Foto: Prensa Latina)


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Por José Reinaldo Carvalho, 247 - Nos próximos dias, será submetida pela 31ª vez à Assembleia Geral da ONU uma resolução condenando o bloqueio a Cuba, imposto pelos EUA em 1962. Mais uma vez espera-se que o mundo escute a voz uníssona dos países  membros do organismo multilateral contra esse conjunto de dispositivos legislativos e ordens executivas anacrônicos, todos voltados para estrangular uma nação que se distingue no concerto mundial como um inflexível defensor da sua autodeterminação e ao mesmo tempo exerce generosamente solidariedade aos demais povos do mundo.

Neste ano, à campanha mundial das organizações democráticas e populares solidárias com Cuba adiciona-se a exigência de que cesse a mentira de rotular Cuba como um país patrocinador do terrorismo, mentira concebida estrategicamente para aumentar ainda mais as dificuldades do país e tentar mergulhá-lo no caos social e político. 

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Há mais de seis décadas, Cuba enfrenta um cruel bloqueio imposto pelos Estados Unidos, que não apenas priva o seu povo de oportunidades e recursos, mas também é uma mancha nas relações internacionais. A votação na Assembleia Geral das Nações Unidas é um momento crucial para a comunidade internacional unir-se na busca pela justiça e o respeito aos direitos humanos do povo cubano. 

Enquanto as atenções do mundo estão voltadas para a crise humanitária na Faixa de Gaza com o genocídio praticado por Israel contra o povo palestino, o tema da luta contra o bloqueio a Cuba também permanece na ordem do dia das grandes questões internacionais, polarizando as atenções e a solidariedade dos povos, inclusive nos Estados Unidos. A luta contra o bloqueio a Cuba é um consenso internacional que vai além das diferenças políticas e geográficas. Recentemente, ficou evidente o apoio a Cuba durante a cúpula do G77+China e em diferentes países se realizaram atividades solidárias com a ilha socialista caribenha. 

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Nos Estados Unidos, Cheryl Labash, uma destacada ativista que lidera a Rede Nacional de Solidariedad com Cuba (NNOC), expressou no início de outubro em um encontro dessa rede o que muitos têm clamado dentro do próprio país: que o presidente Joe Biden levante o bloqueio a Cuba e retire a infundada designação de "país patrocinador do terrorismo". Ela ressalta que mais de cem resoluções aprovadas nos Estados Unidos, representando cerca de 55 milhões de cidadãos, pedem o fim do bloqueio. Esse amplo apoio dentro do país é um sinal claro de que chegou a hora de a administração dos Estados Unidos ouvir setores cada vez mais amplos de sua própria população. 

Uma das mentiras mais prejudiciais que os Estados Unidos perpetuam é a classificação de Cuba como um país patrocinador do terrorismo. Essa falsa alegação intensifica o sofrimento que o povo cubano suporta. É crucial que os Estados Unidos reconheçam a realidade e abandonem essas ações que prejudicam o bem-estar da população cubana.

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Além disso, a Universidade de Massachusetts sediou um importante Foro Panafricano que focou em Cuba, Haiti e o Caribe. Isso mostra como a questão do bloqueio a Cuba é vista como um tema global que transcende fronteiras. 

Como ressaltou o chanceler cubano Bruno Rodríguez, ao apresetar na semana passada o projeto de declaração que Cuba sustentará na Assembleia Geral da ONU, o bloqueio imposto pelos Estados Unidos é um ato de genocídio, que causa perdas bilionárias à maior das Antilhas. Somente no período de março de 2022 a fevereiro do ano atual as perdas acarretadas a Cuba pelo bloqueio foram superiores a 4,8 bilhões (mil milhões) de dólares.

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As instituições de estatísticas cubanas estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) da nação caribenha poderia ter crescido cerca de 9% em 2022 se não fossem os estragos causados pela política estadunidense. 

O bloqueio tem forte impacto sobre o país e a população, acarretando danos econômicos diretos e indiretos, privando o país das receitas financeiras essenciais para adquirir alimentos, tecnologia, suprimentos, além de causar perdas ao turismo, setor vital para a economia cubana nas atuais circunstâncias. 

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À medida que nos aproximamos da 31ª votação na Assembleia Geral da ONU, é hora de lembrar que o bloqueio a Cuba não é apenas uma questão bilateral. É um assunto de justiça, direitos humanos e solidariedade internacional. Chegou o momento de pôr fim a esse bloqueio e permitir que Cuba participe plenamente na comunidade global, promovendo a paz, a cooperação e o desenvolvimento. O mundo está observando, e é hora de agir em consonância com a vontade da maioria.

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