Eduardo Leite precisa assumir lado: ou Lula/Alckmin, ou fascismo

"Nesta encruzilhada entre a democracia e o fascismo, não existe lugar em cima do muro", cobra Jeferson Miola

www.brasil247.com - Eduardo Leite, Onyx Lorenzoni e Edegar Pretto
Eduardo Leite, Onyx Lorenzoni e Edegar Pretto (Foto: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini | Cleia Viana/Câmara dos Deputados | ALRS)


Por Jeferson Miola, para o 247 

O PT gaúcho exortou a militância partidária a redobrar os esforços para a vitória do ex-presidente no RS no próximo dia 30 de outubro contra o fascismo, a fome e a destruição bolsonarista.

O PT entende como essencial o “combate sem tréguas” a Bolsonaro no plano nacional e ao seu representante na disputa pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Por isso a resolução do Partido é categórica ao proclamar a seus militantes nenhum voto a Ônyx Lorenzoni, que é a expressão maior do ódio, da intolerância e da violência política.

A posição anunciada por Eduardo Leite, de [falsa] “neutralidade” diante de um cenário de eloquentes ameaças à democracia, é contraditória com a postura digna e decente de intelectuais, economistas e líderes históricos do PSDB.

FHC e outras lideranças tucanas se somaram incondicionalmente ao movimento antifascista e pró-democracia representado pela candidatura Lula/Alckmin para retirar o Brasil do precipício e da barbárie em que se encontra.

Este momento histórico cobra dos líderes políticos um posicionamento claro, transparente e, sobretudo, honesto.

Nesta encruzilhada entre a democracia e o fascismo, não existe lugar em cima do muro: ou se está do lado da democracia e da vida com Lula/Alckmin; ou, então, proclamando uma falsa neutralidade, se estará no lado do autoritarismo e do fascismo.

Neste contexto, o candidato Eduardo Leite seria desrespeitoso com o povo gaúcho e indigno de receber o voto do povo gaúcho se não disser em alto e bom som qual o lado dele na História, com “H” maiúsculo.

Em 2018, Leite apoiou Bolsonaro contra o petista Fernando Haddad dizendo que a eleição do PT à presidência faria “mais mal ao país”.

E hoje, passados quatro anos do tremendo “mal ao país” e ao Rio Grande causado pelo governo de Ônyx e Bolsonaro, o que Eduardo Leite tem a dizer?

Leite, afinal, vai dizer qual o lado dele na História? Ou ele prefere ficar aprisionado ao seu ódio antipetista atávico e mesquinho, de tal proporção tóxica, que cega sua visão e mortifica sua alma?

A pergunta que Eduardo Leite tem de responder, com clareza e objetividade, é: ele tem, afinal, compromisso incondicional com a democracia, para merecer votos de antifascistas?

Nutrindo um antipetismo doentio, Leite estará contribuindo – consciente ou inconscientemente – para o maior entranhamento da ideologia fascista na sociedade. O que, no caso concreto, significa colocar água no moinho bolsonarista …

Eduardo Leite precisa assumir lado: ou é Lula/Alckmin, ou é o fascismo. Não existe lugar em cima do muro.

Custa imaginar que Leite seja calculista e frio a ponto de se sentir desobrigado de se posicionar entre Lula e a barbárie porque ele sabe que os petistas, como democratas e dignos que são, jamais servirão de escada para que suba ao poder no RS um abjeto representante de Bolsonaro.

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