Elas/Eles são fomentadores de parte do meu otimismo da vontade!

Reforço, o império da crítica é fundamental para qualquer movimento revolucionário socialista ou comunista, contudo num contexto histórico no qual o afeto do desamparado é utilizado como elemento dinamizador da nossa sociabilidade, torna-se imperativo sinalizar para possibilidades imediatas de mudança desse quadro que naturalizou o pauperismo e a miséria

Rita Von Hunty
Rita Von Hunty (Foto: 247)
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Por alguns instantes fico a pensar, “está a chegar o final do mês de fevereiro e ainda não escrevi minha coluna mensal para o Brasil247”. [Sento-me numa tradicional pastelaria/padaria lisboeta e peço junto ao atendente um café com um “pão de deus”]. Estive ali a reflectir sobre os últimos acontecimentos do Brasil e do mundo: o propagar do coronavírus, o galgar autoritário de Messias Bolsonaro e do seu projeto de governo fascista, mais um agressão policial em Lisboa durante o Carnaval, aniversário dos 40 anos do PT e o avançar da candidatura do social-democrata radical Bernie Sanders para as presidenciais nos Estados Unidos da América. 

Ao fazer a abstração desses eventos que atingiram a minha realidade de forma mais imediata, reflecti como poderia fazer uma análise crítica a fim de contribuir coletivamente, ainda que de maneira reduzida (um grão de areia), para o avanço do movimento revolucionário socialista e comunista. Contudo, as novas pesquisas/estudos que tenho feito sobre consciência de classe e o nível de conscientização na constituição enquanto classe, compreendo que os séculos XIX e XX foram os que mais tiveram propícios aos movimentos revolucionário, pois no horizonte de mundo estava a necessidade de uma mudança social, ou seja, a esperança de construirmos uma sociedade radicalmente diferente da nefasta capitalista estava na ordem do dia. Com a derrubada da União Soviética e a vitória do neoliberalismo, o discurso do conformismo e da desesperança tornou-se hegemónico, do género: “nada vai mudar”, “as coisas sempre se deram assim”, “o ser humano é egoísta por natureza” e afins. [Peço desculpa ao leitor, eu enganei-me nos divinos, perdão, digo pedidos, pois solicitei um “pão/bolo jesuíta”]. Poderia continuar a descrever inúmeros exemplos desse desânimo, até mesmo de muitos camaradas de luta. 

Reforço, o império da crítica é fundamental para qualquer movimento revolucionário socialista ou comunista, contudo num contexto histórico no qual o afeto do desamparado é utilizado como elemento dinamizador da nossa sociabilidade, torna-se imperativo sinalizar para possibilidades imediatas de mudança desse quadro que naturalizou o pauperismo e a miséria. Visto que muitos partidos de esquerda liberal fizeram de tudo para esconder as lutas de classes.

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Hoje pretendo usar esse espaço público para propagar um pouco de “esperança” ou “otimismo da vontade”. Por que nos últimos anos tem surgido intelectuais públicos com fortes laços com o mundo universitário, mas que não estão presos à lógica académica nos mais diversos aspectos. Gostava de listar alguns canais youtube, podcast e blogs que de alguma forma alimentam o meu otimismo em continuar a lutar por uma sociedade no qual todos possam comer [um tradicional jesuíta com amêndoas] de formal sustentável, sem destruir o planeta, bem como ninguém tenha que dormir na rua por “falta de casa”. Não estou a reduzir a internet como um único campo de luta, mas é um espaço importante no qual a direita soube dominar e criar redes para vender o conformismo conservador e reacionário. Os analistas de dados dizem que só se cresce e amplia na internet se fizemos redes, pois é uma das formas de contornar os algoritmos do capital.

As indicações que listarei abaixo não expressam uma total concordância com as minhas posições, mas acredito que elas vêm contribuindo de forma efetiva e objetiva para a revolução brasileira como um horizonte a ser conquistado por todos os trabalhadores, quiçá a revolução mundial:

Rita von Hunty do Tempero Drag (https://www.youtube.com/channel/UCZdJE8KpuFm6NRafHTEIC-g/featured)

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Sabrina Fernandes do Tese Onze (https://www.youtube.com/channel/UC0fGGprihDIlQ3ykWvcb9hg

Christian Dunker do Falando Nisso (https://www.youtube.com/channel/UCF6VjYfikYP2vfUx3c6GvVw

Thiago Ávila do Bem Vivendo (https://www.youtube.com/channel/UCoAcADzxpCN6yot4MC0Az5A)

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Jones Manoel (https://www.youtube.com/channel/UC02coXfDPjEmU8uDT2G8Z2A)

Humberto Matos do Saia da Matrix (https://www.youtube.com/channel/UC3qAUf53j_dUv09jH7jsUJw

Samuel Borges do Cifra Oculta (https://www.youtube.com/channel/UCR57AdaFf7SrGqtNS-l2zIQ/about)

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Filosofia Vermelha (https://www.youtube.com/filosofiavermelha)

Laura Sabino (https://www.youtube.com/channel/UCCmh3nJayT-7jEM6hg2vP9Q)

Professor Demian Melo (https://www.youtube.com/channel/UCzDcf3SIuAB36uc_1cx3Cvg)

Substantivo Coletivo (https://www.youtube.com/channel/UCnDLHowtrwQ68SPEoPmb7lA)

TV Boitempo (https://www.youtube.com/channel/UCzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ)

Leitura ObrigaHistória (https://www.youtube.com/channel/UC02coXfDPjEmU8uDT2G8Z2A)

Instituto de Estudos Latino-Americanos (https://www.youtube.com/channel/UCmXAhnYEoUvdydX-UH9YM6Q/featured)

Revolução Brasileira (https://www.youtube.com/channel/UCl8jQ__E_C1yZqMDKGXQNcQ

Revolushow (https://revolushow.com)

Do Rio que Tudo Arrasta (https://soundcloud.com/rio-que-arrasta-podcast)

Lavrapalavra (https://lavrapalavra.com)

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