Eleições 2020: vitória da frente ampla, derrota da luta contra o golpe e o fascismo

Eleições antidemocráticas que permitiram a vitória da direita tradicional contra o PT e os trabalhadores

Flávio Dino, Guilherme Boulos, Eduardo Paes, ACM Neto, Ciro Gomes e Marcelo Freixo
Flávio Dino, Guilherme Boulos, Eduardo Paes, ACM Neto, Ciro Gomes e Marcelo Freixo (Foto: Divulgação | Reuters)
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Por Juca Simonard

Seguindo a tendência internacional, as eleições municipais deste ano fortaleceram a política de acordo entre a esquerda e o principal centro político da burguesia.  No Brasil, esse acordo é chamado de frente ampla. 

Isso ocorre após o acordo da esquerda norte-americana para apoiar Joe Biden, o principal representante da política imperialista dos Estados Unidos; para levar o moderado Luis Arce ao poder na Bolívia, abrindo mão de Evo Morales; e aprovar a realização de uma nova constituição no Chile, sem levar até o fim as manifestações pela derrubada do governo Piñera.

Trata-se da política de conter a polarização e tentar sustentar os tradicionais regimes políticos, que entraram em falência com o acirramento da luta de classes e política golpista do imperialismo pelo mundo. 

Os resultados do primeiro turno das eleições municipais brasileiras apontam para este mesmo caminho. Os principais vencedores foram os tradicionais partidos golpistas, como o DEM, e a política de frente ampla, que tem como objetivo acabar com a luta contra o golpe e isolar o PT do cenário político.

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Jilmar Tatto (PT) e Guilherme Boulos (PSOL)(Photo: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)Felipe L. Gonçalves/Brasil247

São Paulo, Boulos no segundo turno e isolamento do PT

Na principal capital do País, o PSOL foi ao segundo turno através da chapa Guilherme Boulos e Luiza Erundina. Durante todo o processo eleitoral, essa chapa foi impulsionada pela imprensa golpista e pelos analistas de direita e da esquerda frente-amplista para isolar o candidato do PT, Jilmar Tatto.

O PT não lançou Fernando Haddad, que claramente teria chances de ganhar, porque o ex-prefeito não quis ser candidato. Haddad, durante a campanha, não buscou divulgar Tatto e, quando foi anunciado o resultado da eleição paulistana, saiu correndo para argumentar que todos os “progressistas” precisam apoiar Guilherme Boulos no segundo turno.

A candidatura de Boulos, entretanto, ao contrário do que busca se apresentar na imprensa capitalista venal, não é uma candidatura dos movimentos sociais e da esquerda militante, que foram chantageados pela política do “voto útil” a apoiar a chapa. É uma chapa que foi estimulada pela burguesia em todo momento para tirar o PT (que já governou a cidade em três ocasiões) do cenário político.

Para esconder a candidatura de Tatto, grandes personalidades petistas anunciaram seu apoio ao boulismo desde o início da campanha, assinando manifestos, pedindo a retirada da candidatura e afirmando publicamente que não gostaram da indicação de Tatto para a Prefeitura de São Paulo, como o fez Breno Altman.

Mas, assim como Boulos foi bajulado pela imprensa capitalista durante todo o processo eleitoral, o psolista continuou recebendo apoio após sua confirmação no segundo turno. Na Globo, Merval Pereira disse que “Boulos entra para o segundo turno mais forte que o imaginado”, complementando que o psolista é a “grande surpresa” das eleições.

Já o lavajatista Sergio Moro, ex-ministro de Jair Bolsonaro que quer aparecer como um candidato de “centro direita”, indicou que o PSOL “tornou-se o partido de esquerda mais relevante”.

Boulos também foi bajulado por Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, jornal que publicou nesta segunda-feira, 16, um artigo de apoio ao psolista intitulado “Revolução Boulos”. E assim por diante.

Com o psolista indo ao segundo turno, já iniciou a campanha de que o frente-amplista Guilherme Boulos é uma nova e importante liderança da esquerda, no sentido de defender “novas” direções dentro da esquerda que ultrapassem Lula e o PT, os principais alvos do golpe.

Contra o PT, o PSOL recebeu apoio da burguesia golpista. Agora resta saber qual será a política da direita em relação ao segundo turno: se vai claramente apoiar Bruno Covas (PSDB), enquanto ataca Boulos; se vai apoiar Boulos para fortalecer a política de frente ampla para 2022, sabendo que o PSOL é um partido facilmente controlável; ou mesmo se vão fazer campanha favorável a Boulos, apostando ganhar com Covas através do aparato do estado de São Paulo. Esta última opção juntaria o útil ao agradável: um político tucano tradicional no comando da maior cidade do País, junto com uma campanha favorável à frente ampla contra o PT. Coluna de Bela Megale, no jornal O Globo, informa que o PSOL buscará apoio dos golpistas Ciro Gomes e Marina Silva.

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Eduardo Paes, Benedita da Silva, Marcelo Crivella e Martha Rocha(Photo: Divulgação)Divulgação

Martha tirou votos do PT - esquerda forçada a apoiar Paes

No Rio de Janeiro, ocorreu a mesma política de isolamento do PT através da campanha do “voto útil” em um partido da frente ampla. A delegada Martha Rocha (PDT) foi utilizada pela imprensa golpista da mesma forma que Boulos foi: isolar o PT. A diferença é que, não sendo Martha de um partido de esquerda, uma manobra para levá-la ao segundo turno, isolando o PT, era mais complicada. Assim, o único objetivo da candidatura nas eleições foi de tirar votos de Benedita da Silva (PT). 

Em todas as pesquisas da burguesia, Benedita aparecia atrás de Martha - apesar de empatadas tecnicamente. Concluída a apuração, porém, Benedita estava, na realidade, à frente da Martha. A pedetista ganhou muitos votos da esquerda por meio da campanha do “voto útil”, levada por artistas globais e intelectuais frente-amplistas, como Caetano Veloso (apoiador da Lava Jato de Bretas e de Boulos em SP).

Martha recebeu muitos votos da esquerda (PSOL e PT), mas o PDT fracassou eleitoralmente na Câmara de Vereadores, enquanto o PSOL e o PT tiveram um bom resultado. Ou seja, muitos dos que votaram em Martha para a prefeitura não apoiavam a candidatura, pois votaram na esquerda para vereador.

Fica consolidada, então, a saída do PT nas duas principais cidades do País e a vitória do DEM, do ex-prefeito Eduardo Paes, contra o bicho-papão Marcelo Crivella no Rio, pois parte da esquerda já iniciou a campanha em defesa do voto em Paes contra o bispo apoiado por Bolsonaro.

No Rio, vale destacar que o PT e o PSOL inicialmente iriam se coligar em defesa da candidatura de Marcelo Freixo, que teria chances concretas de vencer as eleições. Porém, aparentemente sem nenhum motivo - além de uma briga interna do PSOL (que já ocorreu em outros anos e nunca impediu a direção do partido de lançar Freixo candidato) - o candidato psolista renunciou à candidatura. Isso leva a crer que a política de Freixo, desde o início, foi em defesa da candidatura de Paes, uma vez que ele não fez campanha para Renata Souza (candidata do PSOL) e ainda apoiou candidatos de direita, como o empresário apoiador do golpe de 2016 Armed Nemr (Cidadania). Ele ainda saiu em apoio do candidato do PSOL, Wesley Teixeira, apoiado por banqueiros tucanos no RJ.

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Marília Arraes e Lula(Photo: Ricardo Stuckert)Ricardo Stuckert

No Recife, campanha contra Marília Arraes

Nesta ofensiva de tirar o PT do cenário nacional e apoiar candidatos de direita e da frente ampla, no Recife, capital de Pernambuco, a direita conseguiu impor uma ditadura e prejudicar a candidatura de Marília Arraes (PT).

Primeiro, as pesquisas mostravam João Campos (PSB) com uma certa folga acima de Arraes, algo que não se confirmou - o PT inclusive chegou a ficar acima do PSB em determinado momento da apuração. As pesquisas serviram apenas como instrumento para tentar desmoralizar a candidatura petista.

Segundo, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) proibiu atos de rua durante a campanha eleitoral, um movimento claro em defesa dos candidatos de direita, que recebem apoio do monopólio da imprensa golpista. Sem atos de rua, o PT ficou contando com a boa vontade inexistente dos grandes jornais pernambucanos, que apoiaram Campos.

No segundo turno, o mais provável é que a direita se unifique em torno de Campos e derrote Marília Arraes.

Governador Rui Costa
Rui COsta (PT)(Photo: Camila Souza/GOVBA)

PT na Bahia apoia candidatos de direita

Erra quem acredita que a política da frente ampla contra o PT não tem apoio de políticos dentro do partido atacado. Na realidade, a política de frente ampla é contra a ala lulista, que tem apoio dos sindicatos, dos trabalhadores, do MST e das grandes massas miseráveis do País. A ala direita do PT, formada pelos governadores e alguns parlamentares, não só apoia a política da frente ampla, como é precursora desta política.

Na Bahia, o governo do PT se elegeu com base numa grande aliança com a oligarquia Magalhães, que hoje é representada por ACM Neto (DEM). Apesar de ter a máquina do estado da Bahia, o PT não conseguiu vencer na capital, Salvador, deixando o candidato de ACM ganhar no primeiro turno. 

Em grande parte, isso ocorre por que o PT baiano não utilizou os seus recursos para fazer uma campanha efetiva em favor da Major Denice (PT).

No mesmo sentido, o governador Rui Costa, em Eunápolis, apoiou a reeleição de Robério Oliveira, do PSD - partido na base do governo Bolsonaro e que apoiou o golpe. Rui realizou uma live com o candidato bolsonarista.

Já em Porto Seguro, Rui se juntou com o senador Jaques Wagner (PT) - petista que apoiou que a esquerda se unisse em torno de Ciro Gomes em 2018 - e pressionou o PT a abandonar sua candidatura para apoiar Uldurico Junior (PROS), um aliado de ACM Neto.

Estes dois casos foram à tona. No estado, que tem mais de 400 municípios, outras alianças devem ter ocorrido.

Neste mesmo sentido, o governador do Ceará e aliado de Ciro Gomes, Camilo Santana (PT), não se esforçou para eleger Luizianne Lins, que foi sabotada pela a imprensa capitalista - que conseguiu deixá-la fora do segundo turno. A direita, Ciro, Camilo e a Globo levaram José Sarto (PDT) para o segundo turno e irão usar o bicho papão bolsonarista Capitão Wagner para pedir votos para a esquerda.

Ou seja, em dois estados controlados pelo PT há anos, o partido não levou candidatos ao segundo turno - um prato cheio para a imprensa golpista fazer a campanha afirmando que PT e Lula estão “desmoralizados” e “ultrapassados” - argumento que serve para a direita apontar os candidatos da esquerda.

Flávio Dino
Flávio Dino(Photo: Governo do Maranhão)Governo do Maranhão

Em São Luís, Dino deve apoiar candidato de direita

Em São Luís, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), um dos principais porta-vozes da frente ampla, se manteve “neutro” durante o primeiro turno, sem apoiar o candidato de seu partido, Rubens Júnior.

Todavia, algumas horas antes da confirmação do segundo turno, Dino declarou ao Radar (Veja) que irá participar do segundo turno apoiando qualquer um que for contra o bolsonarista Eduardo Braide (Podemos).

“Eu não fiz campanha em São Luís no primeiro turno, mas vou participar no segundo”, afirmou. O candidato que irá disputar contra Braide é Duarte Júnior, do Republicanos, partido bolsonarista que lançou Crivella e Russomanno no sudeste.

Vale lembrar que alguns dias antes do primeiro turno, Dino e Freixo, em live nas redes sociais, defenderam a formação de uma frente ampla contra o bolsonarismo no segundo turno. No evento, o governador maranhense afirmou que é possível conversar com partidos como o DEM, que não são “a versão violenta da direita”. “O centro, a centro-direita também melhorou de qualidade e permite que a gente dialogue em outras bases”, declarou.

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Vereador Bolsonaro, do PCdoB

Esquerda apoia bolsonaristas em algumas cidades

Destaca-se também que, em inúmeras cidades de menor importância, os partidos de esquerda realizaram coligações com partidos ou candidatos bolsonaristas, tendo o PT se aliado com o PSL (partido que elegeu Bolsonaro) em 140 cidades.

O PSOL lançou um candidato declaradamente bolsonarista para vereador em Várzea Grande (MT). Flecha, apelido do policial militar aposentado Edésio Francisco de Paulo, disse:

“Sou do PSOL e sou Bolsonaro. Apoiei o presidente porque o meu partido é Brasil, não é partido vermelho. E o meu partido agora é Várzea Grande. Acima de tudo Brasil e Deus acima de todos e família”, argumentou o psolista da PM. 

o PCdoB lançou para vereador um sósia de Bolsonaro na cidade de Marituba, no Pará.

Esses dados mostram como a política “tudo pela eleição” da esquerda é prejudicial para o desenvolvimento da luta política contra os golpistas e a direita.

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Haddad, Dino e Ciro(Photo: Reprodução)

Frente ampla se constrói e resgata direita tradicional

Com essas eleições municipais, a política da frente ampla se fortaleceu. A ideia em geral é unir a esquerda com os golpistas em torno de uma oposição de fachada (puramente eleitoral) ao bolsonarismo. No início do ano, Haddad, Dino, Freixo e Boulos se uniram ao ex-presidente FHC e outros tucanos em live do “Direitos Já”.

A esquerda aponta claramente que está disposta a abrir mão de Lula para apoiar um Joe Biden brasileiro, isto é, um candidato da direita tradicional, que estimulou durante todos estes anos a política fascista e que será apresentado como alternativa a Bolsonaro. Diversos nomes já aparecem: Luciano Huck (Globo), Sergio Moro, João Doria (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e até mesmo Flávio Dino (PCdoB). A definição vai depender do cálculo da burguesia golpista.

Neste sentido, o isolamento do PT nestas eleições e a divulgação de “novas lideranças” de esquerda (como Ciro e Boulos) pela direita tem o objetivo claro de tentar impedir a unificação da esquerda contra o golpe em torno de uma candidatura de Lula

Alvo do golpe, Lula polariza e permite uma verdadeira mobilização contra o golpe, os tribunais e a extrema-direita durante o processo eleitoral. Por isso, a direita não o quer e estimula outros esquerdistas em detrimento dele e do PT.

A frente ampla aparece com sua ala esquerda justamente para acabar com a luta dos trabalhadores e dos movimentos sociais contra os golpistas. Assim, a ala direita do PT, o PCdoB e o PSOL estão prestando um serviço de direcionar os trabalhadores e a esquerda para um acordo com a direita. 

Essa ala esquerda ainda conta com seu braço “radical”: PCB, UP e PSTU - os dois primeiros se coligaram com a frente ampla (PSOL) na maioria das cidades, inclusive onde havia a participação de partidos da burguesia, como PDT, PSB e Rede. Já o PSTU não é novidade para ninguém: o partido apoiou a derrubada de Dilma Rousseff, assim como vários setores do PSOL (como a lavajatista Luciana Genro).

Finalmente, todos estes partidos (sendo eles instrumentos diretos ou não) trabalham para consolidar a política da frente ampla, que vai servir como trampolim para resgatar os partidos falidos e desmoralizados da burguesia, como o PSDB, o DEM, o MDB, etc. - que serão apresentados como “democratas”.

Também é importante lembrar que, enquanto o PSDB e o MDB perderam apoio nestas eleições municipais, o DEM cresceu significativamente e aparece como um importante instrumento da direita tradicional. Isso significa que o centro político da burguesia está se deslocando em direção ao bolsonarismo e que a linha entre a direita “democrática” e Bolsonaro é uma linha extremamente tênue.

Para quem esqueceu, o DEM é o antigo partido da ditadura militar, ARENA, que reunia (e ainda reúne) os elementos mais retrógradas do sistema político nacional. Hoje, o partido controla o Congresso brasileiro e impede um processo de impeachment contra Bolsonaro e se une com o governo federal na maioria das ocasiões. É esse tipo de gente que a esquerda frente-amplista estimula e apresenta como “democrática”.

Fachada do TSE e urna eletrônica
Fachada do TSE e urna eletrônica(Photo: TSE | José Cruz/Agência Brasil)TSE | José Cruz/Agência Brasil

Eleição antidemocrática, controlada pelo Judiciário

Vale destacar ainda que o resultado desastroso destas eleições foi facilitado pelo processo profundamente ditatorial imposto pelos tribunais golpistas, que impugnaram milhares de candidaturas e impuseram diversas regras sobre a forma de fazer campanha. Em estados como Pernambuco e Bahia, as pessoas foram proibidas de sair às ruas, enquanto que os monopólios da imprensa não realizavam debates entre candidatos.

Estas eleições, ainda, são as primeiras que ocorrem com as leis de reforma eleitoral golpista de 2017, que tirou o tempo de TV mínimo de diversos partidos. Destaque também para leis estipulando tamanho de panfletos e adesivos; novas leis arbitrárias para registrar candidaturas; e assim por diante. 

Foram eleições profundamente controladas pelo judiciário brasileiro. O mesmo que colocou Bolsonaro no poder ao impedir a candidatura de Lula em 2018.

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Fora Bolsonaro!(Photo: Henrique Medeiros / Mídia NINJA)Henrique Medeiros / Mídia NINJA

Hora de mobilizar!

Isso serve como exemplo para mostrar que a via institucional para derrubar o golpe é sem saída. Acabando as confusões eleitorais estimuladas pela direita, é hora de realizar uma gigantesca mobilização em torno do Fora Bolsonaro; unificar as organizações dos trabalhadores e populares em torno dos comitês de luta contra o golpe; mobilizar pela restituição dos direitos políticos de Lula; e denunciar a frente ampla, que ao contrário de como é apresentada, não permite o avanço da luta contra o fascismo, pois unifica a esquerda com os setores políticos que estimularam o crescimento da extrema-direita para dar o golpe no PT.

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