Elite “coxinha” e esquerda “caviar” - A nova culinária social Brasileira

Não dá para negar que muitas ações afirmativas deram certo na era PT. Também não dá para negar que muita coisa deu e está dando errado. Não dá para depositar a culpa de tudo na conta da presidenta

Não dá para negar que muitas ações afirmativas deram certo na era PT. Também não dá para negar que muita coisa deu e está dando errado. Não dá para depositar a culpa de tudo na conta da presidenta
Não dá para negar que muitas ações afirmativas deram certo na era PT. Também não dá para negar que muita coisa deu e está dando errado. Não dá para depositar a culpa de tudo na conta da presidenta (Foto: Nêggo Tom)

A expressão “Coxinha” se tornou um adjetivo para designar uma parte da nossa elite que se opõe duramente ao governo da presidenta Dilma e ao PT. Confesso que não entendo o porquê de guloseima tão recheada e gordurosa, ser usada para designar a elite reacionária do país, uma vez que coxinha é um petisco muito mais consumido pela classe pobre. Classe esta que alguns deles costumam chamar de “Filhos do bolsa família”. Sem falar que alguns ricos detestam gordura. Estão sempre de dieta. Eu sugeriria outros petiscos para simbolizá-los e que combinaria mais com o glamour que alguns deles ostentam. Quem sabe, Elite Croissant?  Elite Petit gateau? Elite Fondue? Ou Elite Chandon? Seria melhor. Mas como estamos vivendo uma época de inversão valores e de ingredientes, até entendo a elite ser “coxinha” e a esquerda “caviar”. É a nova culinária do socialismo, que alguns detestam. Resta agora descobrirmos de que é feito o recheio da “coxinha” da direita e de qual peixe é extraída a ova do caviar da esquerda.

Domingo passado celebrou-se o dia internacional da mulher, e nessa mesma data a Presidenta Dilma, inimiga número 2 dos “coxinhas” (porque o Lula com certeza é o número 1), resolve fazer um pronunciamento a nação. Até aí, tudo bem. Afinal ela é a primeira mulher a presidir o país e eleita pelo povo. E por duas vezes. Não é pouca coisa, não.  Mas no meio do caminho ela resolveu colocar o carro na frente dos bois e como acontece com todos que fazem isso, a carroça capotou. Lá foi ela falar do momento econômico vivido pelo país e pedir ao povo que tenha mais paciência. Paciência é tudo que o povo tem. Porque se não tivesse tanta, talvez as coisas estivessem melhores no país. Não apenas no país governado pelo PT.

Não dá para negar que muitas ações afirmativas deram certo na era PT. Também não dá para negar que muita coisa deu e está dando errado. Não dá para depositar a culpa de tudo na conta da presidenta. Também não dá para deixar de depositar alguns dividendos na conta do PT. Tudo dentro da normalidade. O que foge da normalidade é a nossa presidenta vir a público e pedir para que o povo “aperte os cintos”, reduza os gastos, diminua o orçamento. Como assim? O povo reduz os gastos enquanto os parlamentares aumentam os seus próprios salários, garantem mais benefícios e ainda estendem a farra aos seus conjugues? Em dezembro passado, enquanto você estava preocupado se ia ou não ter peru na sua ceia de natal, os nossos ilustres representantes brincavam de papai Noel e presenteavam a eles mesmos com um aumento de R$ 7.000,00 em seus respectivos vencimentos. De R$ 26,7 mil, o salário dos nossos parlamentares foi para R$ 33,7 mil, tornando-os assim os mais bem pagos do mundo, superando até o parlamento italiano, o mais bem pago da Europa. Como pode um país que oferece um salário mínimo de R$ 788,00 ao seu trabalhador, conceder aos seus políticos tamanha regalia? Não dá para ter paciência, presidenta. Perdoe-me! É de enlouquecer qualquer um.

Falando em loucura, ainda sobre o pronunciamento da nossa presidenta, alguns juram que durante a transmissão foram ouvidos sons de panelas, vaias e xingamentos em protesto ao que a presidenta falava na TV. Eu não ouvi nada onde eu moro, mas os “coxinhas” garantem que foi um panelaço que deu para se ouvir do Oiapoque ao Chuí. Houve controvérsias. Eu chamaria a isto de manifestação voyer. Sim. Porque bater panelas, xingar e vaiar alguém que está fazendo um pronunciamento  pela televisão e além do mais gravado, pode ser considerado quase um fetiche. Só de ver o alvo do seu desejo na tela eles já têm um orgasmo. Nesse caso, um orgasmo de ódio. Também não descarto a possibilidade de doping por uso de alguma substância proibida. Um alucinógeno que os fazem acreditar que a presidenta está ouvindo todas as panelas baterem e todos os xingamentos a ela direcionados naquele instante. Não posso diagnosticar com precisão. Não estou apto para isso. Mas me atrevo a um palpite. Com essa falta de água no país, me preocupa de qual fonte os “coxinhas” andam bebendo e que substâncias podem estar sendo colocadas na água que eles estão consumindo. Isso tudo pode estar afetando os seus miolos e azedando o seu recheio.

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