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Ricardo Mezavila

Escritor, Pós-graduado em Ciência Política, com atuação nos movimentos sociais no Rio de Janeiro.

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Elite desprezível

Essa elite que nos chama de cagões e apodrecidos, não sabe o quanto cheira mal, não percebe como é desprezível aos olhos dos homens e mulheres simples e humanos

A idosa fútil, mesquinha, sem empatia e bolsonarista que fez o vídeo no calçadão da praia de Copacabana, é muito valente dentro de seus preconceitos.

Ela é integrante da ala fascista de empresários e/ou vagabundos ricos que apoiam a pena de morte, a redução da maioridade penal, a carteira   verde e amarela, a reforma da previdência, o congelamento de verbas com saúde e educação por vinte anos.

Ela e seu acompanhante são os corajosos que não vivem do salário mínimo, de uma moradia do Minha Casa, Minha Vida e do Bolsa Família.

Os filhos e netos do casal ‘fodão’ não precisam da escola pública, Cotas, ENEM, FIES, ou primeiro emprego.  

As políticas educacionais não interferem no curso de suas trajetórias, a falta delas sim, porque afastam a concorrência e, consequentemente, fomentam a mão-de-obra desqualificada que garante suas viagens, contas correntes e propriedades.

É razoável que a idosa caminhe por uma das orlas cariocas sem proteção contra o coronavírus porque, assim como o presidente, além do ‘histórico de atleta’, tem leito com respirador nos principais hospitais do país.

Essa elite que nos chama de cagões e apodrecidos, não sabe o quanto cheira mal, não percebe como é desprezível aos olhos dos homens e mulheres simples e humanos.

“Come Ananás, mastiga perdiz. Teu dia está prestes, burguês”. (W.M.)

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.