Em São Luís, debatendo mídia, democracia e o desmonte do Brasil

(Foto: Tereza Cruvinel)

         É tempo de refletir sobre onde foi que o Brasil democrático e popular que vinha sendo construído se perdeu. E sobre os caminhos para a restauração da democracia plena e do reencontro do Brasil com seu destino.  Para esta reflexão necessária e urgente, o Centro de Estudos Barão de Itararé realizou, neste final de semana em São Luis (MA), com apoio do governo Flavio Dino e outras entidades pela democratização da comunicação, o seminário Desafios da Comunicação nas Administrações Públicas.

         Em diferentes mesas, a partir da abertura na sexta-feira, que contou com a presença do governador Dino, do ex-prefeito Fernando Haddad, do prefeito de Macapá, Clécio Luís, e do deputado Edmilson Rodrigues, debatemos os diferentes aspectos desta involução civilizatória imposta pelo golpe de 2016, em grande parte propiciado pelo sistema de comunicação vigente no Brasil. Em discussão,  os erros cometidos pelos governos de esquerda nesta área, a concentração das verbas publicitárias nos grandes veículos, a concentração da propriedade e o poder descomunal dos grandes veículos na formação da opinião pública, a situação atual da comunicação pública e comunitária, os desafios para o futuro.

         Minha intervenção relacionou-se muito com a questão da publicidade oficial, através da qual o Estado transfere recursos para as grandes corporações de mídia, fortalecendo seu poder em detrimento de um sistema mais pluralista e aberto, e sobre a experiência da EBC, a mais avançada tentativa de implantar no Brasil um sistema público de comunicação, que agora vem sendo destruída pelo governo Temer.

         Neste momento, a EBC não é mais gestora de um sistema público, e sim de um aparelho oficial de divulgação do governo Temer. Depois de acabar com o Conselho Curador, organismo que garantia a participação da sociedade em sua gestão, o governo Temer agora assume a intenção de acabar com a TV Pública, anunciando a fusão do canal governamental NBR, gerido pela EBC, com a TV Brasil, a televisão pública que criamos para ser independente do governo e instrumento da própria sociedade.  A fusão será o enterro formal da TV pública, visto que na prática ela já deixou de existir.

         Maiores informações sobre o seminário no link abaixo, da matéria da Rede Brasil Atual.

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/08/governos-democraticos-fogem-da-disputa-da-comunicacao-e-cedem-mais-espaco-ao-golpe

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