Em todo país as mulheres se agigantam em defesa dos seus direitos e da democracia

Neste dia em que exaltamos a luta feminina considero importante resgatar a memória dessa brava parlamentar pernambucana, a deputada Cristina Tavares, que entre 1978 e 1986 atuou como única mulher da bancada pernambucana no Congresso Nacional e que de maneira coerente e obstinada destacou-se na defesa dos direitos da mulher

Neste dia em que exaltamos a luta feminina considero importante resgatar a memória dessa brava parlamentar pernambucana, a deputada Cristina Tavares, que entre 1978 e 1986 atuou como única mulher da bancada pernambucana no Congresso Nacional e que de maneira coerente e obstinada destacou-se na defesa dos direitos da mulher
Neste dia em que exaltamos a luta feminina considero importante resgatar a memória dessa brava parlamentar pernambucana, a deputada Cristina Tavares, que entre 1978 e 1986 atuou como única mulher da bancada pernambucana no Congresso Nacional e que de maneira coerente e obstinada destacou-se na defesa dos direitos da mulher (Foto: Luciana Santos)

Há 35 anos a deputada federal Cristina Tavares ocupava a tribuna da Câmara dos Deputados para defender o 8 de março como data única de solidariedade internacional e de celebração da luta das mulheres no mundo inteiro. Àquela época um Projeto de Lei pretendia tornar o 30 de abril como dia da mulher no Brasil. Cristina foi contra. Defendeu o caráter internacionalista desta data e denunciou a tentativa de esvaziar o conteúdo ideológico de luta contido nesta comemoração.

Neste dia em que exaltamos a luta feminina considero importante resgatar a memória dessa brava parlamentar pernambucana, que entre 1978 e 1986 atuou como única mulher da bancada pernambucana no Congresso Nacional e que de maneira coerente e obstinada destacou-se na defesa dos direitos da mulher, dando voz aos grupos e movimentos de mulheres que começavam a se organizar no país. Foi aguerrida opositora do regime militar e incansável na defesa da justiça social, dos direitos humanos, dos trabalhadores, da liberdade de imprensa e da democracia.

A jornalista Tereza Cruvinel escreveu no seu prefácio ao perfil parlamentar de Cristina Tavares que "se a memória é o pressuposto da cultura, a memória política é um requisito da democracia". Nestes tempos de retrocesso, em que sofremos graves ameaças aos direitos duramente conquistados ao longo das últimas décadas, é preciso resgatar a memória e nos ampararmos no exemplo daqueles e daquelas que dedicaram suas vidas a fazer desse mundo um lugar melhor para se viver.

Neste 2017 o 8 de março internacionalista desperta com mais força. Juntas as mulheres de todo o mundo dizem, nos mais diferentes idiomas, que não toleramos a violência de gênero e se irmanam no grito de nem uma a menos. Juntas reconhecemos a força do nosso trabalho e que recebemos menos que os homens e que a diferença salarial chega, em média, a 26% na América Latina. Denunciamos que não é reconhecido que as tarefas domésticas e de cuidado são trabalhos não remunerados e adicionam três horas a nossas jornadas laborais; e que estas violências econômicas aumentam nossa vulnerabilidade diante da violência machista, cujo extremo mais brutal são os feminicídios.

No Brasil, especificamente, tomamos às ruas contra essa Reforma da Previdência que pretende nos escravizar. Resistimos à ameaça às conquistas e direitos garantidos porque temos consciência de que a emancipação feminina só é possível dentro de um programa nacional de desenvolvimento que permita que o país possa progredir e avançar na garantia de qualidade de vida e trabalho para todas as pessoas; a exemplo de Bárbara de Alencar, prócere da Revolução Pernambucana de 1817, ativista das lutas anticolonialistas, que se empenhou pelo sonho de um país independente. Nada mais contemporâneo!

Diante dos ataques desse governo ilegítimo as manifestações do 8 de março mostraram que as mulheres brasileiras não se intimidam, ao contrário, se agigantam. É essa organização feminina e sua demonstração de capacidade de força e mobilização que renova as energias e nos encoraja a seguir, firme na luta, por nem um direito a menos. Vida longa ao 8 de Março. Viva a luta das mulheres!

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