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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Em vez de agregar, Bolsonaro agride e ofende

"Uma crise dessas dimensões – social, econômica e política – só não terá consequências avassaladoras se houver uma liderança capaz de conseguir a união de todos os cidadãos contra o inimigo comum: o vírus. E essa liderança inexiste no Brasil", escreve o jornalistas Alex Solnik

Bolsonaro ataca jornalistas. (Foto: Reprodução)

Por Alex Solnik, para o Jornalistas pela Democracia 

Bolsonaro não perdeu a oportunidade de ser, mais uma vez, desagradável, inconveniente e repugnante.

Ao anunciar que não contraíra coronavírus, deu uma banana ao distinto público. Ou seja: a todos nós, brasileiros, de quem ele é, por sinal, empregado.

Imagino a cara de investidores internacionais contemplando a foto.

Líderes mundo afora, até os de extrema-direita têm adotado atitudes sensatas e agregadoras nessa hora delicada.

O premiê Benjamin Netanyahu, por exemplo, propôs um governo de união nacional para combater a crise.

Na contramão de tudo o que se exige do líder de uma nação neste momento - serenidade, equilíbrio e inteligência – Bolsonaro prefere ofender e agredir, demonstrando que é incapaz de agregar nas horas em que o país mais precisa.

Uma crise dessas dimensões – social, econômica e política – só não terá consequências avassaladoras se houver uma liderança capaz de conseguir a união de todos os cidadãos contra o inimigo comum: o vírus.

E essa liderança inexiste no Brasil.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.