Embaixadora do Brasil na ONU ataca Jean Wyllys em troca de cargo para a filha

Ricardo Melo, do Jornalistas pela Democracia, afirma que o episódio da embaixadora do Brasil na ONU, que agrediu Jean Wyllys, "assustou mesmo quem tinha alguma proximidade" com ela; Maria Nazareth Farani Azevedo "era considerada excelente diplomata, foi chefe de gabinete de Celso Amorim", recorda o colunista, que traz, porém, o que ele chama de "subterrâneos" da história; "A filha da embaixadora foi nomeada assessora da presidência da EBC no governo Temer. Há menos de um mês foi exonerada. Surpreendentemente, há poucos dias foi recontratada", revela

Embaixadora do Brasil na ONU ataca Jean Wyllys em troca de cargo para a filha
Embaixadora do Brasil na ONU ataca Jean Wyllys em troca de cargo para a filha

Por Ricardo Melo, para o Jornalistas pela Democracia - A embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, surpreendeu o mundo da diplomacia internacional ao agredir verbalmente o ex-deputado Jean Willys numa sessão dentro da organização em Genebra. Numa cena sem precedentes, a diplomata destratou Wyllys, recusou-se a ouvir seus argumentos e ainda saiu dizendo que ele "envergonha o governo".

Wyllys, como se sabe, decidiu sair do Brasil ao considerar que sua vida corria risco diante do regime de ultra-direita no poder. Ele é do mesmo partido da vereadora Marielle Franco, assassinada há um ano e um dia sem que o crime tenha sido esclarecido. Isto apesar da montanha de evidências de que o homicídio foi praticado por milicianos perigosamente próximos da família Bolsonaro.

O episódio assustou mesmo quem tinha alguma proximidade com Azevedo. Era considerada excelente diplomata, foi chefe de gabinete de Celso Amorim, tratada pelos amigos diplomatas de "Lele". É casada com outro excelente diplomata, Roberto Azevedo, diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Mas isto é a parte pública da história, talvez a menos importante para entender o caso. Os subterrâneos explicam o comportamento da "excelente diplomata".

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A filha da embaixadora foi nomeada assessora da presidência da EBC --Empresa Brasil de Comunicação-- no governo Temer. Há menos de um mês foi exonerada. Surpreendentemente, há poucos dias foi recontratada. A filha se chama Luisa Farani de Azevedo.

É estilista - dizem as más línguas que trabalha para Michelle Bolsonaro. A primeira nomeação já foi escandalosa. Que diabos uma estilista é nomeada assessora da presidência de uma empresa teoricamente de comunicações?

A segunda, então, nem encontra adjetivo adequado no Houaiss. Foi uma compra pura e simples de subserviência desavergonhada, demonstrada com propriedade no episódio com Jean Wyllys.

Veja os documentos:

 

Todo mundo tem seu preço, costuma-se dizer. Eu diria: todo mundo sem caráter. E o preço é tanto mais baixo quanto menor o caráter daqueles que se põem à venda. E ainda diziam que o PT aparelhava a EBC.

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