Embarquei na tua nau

Um dos poemas de Michel Temer, “Embarque”, tem indiscutível valor premonitório, pois, ao ser lido hoje, parece ter sido feito em homenagem ao atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e descrever, três anos antes, o que viria a acontecer entre ambos em 2016

Um dos poemas de Michel Temer, “Embarque”, tem indiscutível valor premonitório, pois, ao ser lido hoje, parece ter sido feito em homenagem ao atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e descrever, três anos antes, o que viria a acontecer entre ambos em 2016
Um dos poemas de Michel Temer, “Embarque”, tem indiscutível valor premonitório, pois, ao ser lido hoje, parece ter sido feito em homenagem ao atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e descrever, três anos antes, o que viria a acontecer entre ambos em 2016 (Foto: Alex Solnik)
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No dia 31 de janeiro de 2013, três anos depois de ter assumido o cargo de vice-presidente da República do governo Dilma e a um ano de se reeleger, o circunspecto e sisudo Michel Temer lançou, para surpresa geral, seu primeiro livro de poesias.

  Escritas em guardanapos, nos aviões, durante viagens que o levavam de Brasília a São Paulo e vice-versa, foram reunidas sob o nome “Anônima Intimidade”, pela editora Topbooks, com prefácio do ex-presidente do STF, Carlos Ayres Brito, que escreveu:

  "Numa frase, esse Michel Temer sobre quem discorro é o homem maduro que, liricamente, ainda porta consigo os sonhos de sua meninice e juventude".

   Apesar de o autor ter afirmado na época tratar-se de “reflexões metalinguísticas e existenciais e homenagens à figura feminina” e não receber nenhum apoio da crítica, nem do público, ao menos um dos poemas, “Embarque”, cuja íntegra reproduzo abaixo tem indiscutível valor premonitório, pois, ao ser lido hoje, parece ter sido feito em homenagem ao atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e descrever, três anos antes, o que viria a acontecer entre ambos em 2016:

Embarquei na tua nau
Sem rumo. Eu e tu.
Tu, porque não sabias
Para onde querias ir.
Eu, porque já tomei muitos rumos
Sem chegar a lugar nenhum.

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