Emílio Odebrecht cagueta propina globalitária

A delação da Odebrecht comprova aquilo que já sabíamos, mas evitávamos falar: que as grandes corporações transnacionais compram o poder político mundo afora - notadamente nos países mais pobres ou "em desenvolvimento"

A delação da Odebrecht comprova aquilo que já sabíamos, mas evitávamos falar: que as grandes corporações transnacionais compram o poder político mundo afora - notadamente nos países mais pobres ou "em desenvolvimento"
A delação da Odebrecht comprova aquilo que já sabíamos, mas evitávamos falar: que as grandes corporações transnacionais compram o poder político mundo afora - notadamente nos países mais pobres ou "em desenvolvimento" (Foto: Lula Miranda)

Emílio Odebrecht, pai de Marcelo Odebrecht, prestou ontem depoimento no qual delatou propinas para governos passados [Collor, Sarney e FHC] e também propinas pagas a governos de outros países.

Ou seja, a delação da Odebrecht comprova aquilo que já sabíamos, mas evitávamos falar: que as grandes corporações transnacionais compram o poder político mundo afora - notadamente nos países mais pobres ou "em desenvolvimento".

A Lava Jato atirou no que viu (o PT entrando no jogo corrente da corrupção institucionalizada) e acertou no que não viu: o jogo sujo e o poder da grana das grandes corporações conspurcando a democracia e violando a soberania das nações.

Assim como as propinas "intramuros", essa delação revela o lado sombrio e oculto do capitalismo, e o poder do capital em corromper (ou comprar) algumas (supostas) democracias.

Mandatários de diversos países estariam a soldo dos interesses egoístas dos grandes capitalistas.

O poder e o lucro estariam, em verdade, irmanados numa associação mafiosa - acima do bem e do mal.

E isto é de uma gravidade que, certamente, a hipocrisia da grande imprensa não vai dar o devido destaque. Pode observar.

À grande imprensa interessa apenas a sua parte neste reparte.

À grande imprensa, de mãos dadas com as oligarquias, parece interessar apenas apear o PT, ou qualquer outro partido minimamente progressista, do poder.

E para quê?!

Para que as velhas e anacrônicas classes dominantes continuem no poder, relegando as migalhas ou farelos do bolo às classes mais desfavorecidas.

E assim segue caminhando a humanidade. Desde sempre.

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