Emprego, reformas trabalhista e da previdência. Uma relação possível?

A única certeza é que os pobres em maior escala e a classe média é que vão pagar esta conta. A conta vai para os que ainda tem emprego ou um pequeno negócio e até para os desalentados por meio dos impostos no consumo. Tudo isso para que os rentistas vivam de renda e continuem sem trabalhar

Emprego, reformas trabalhista e da previdência. Uma relação possível?
Emprego, reformas trabalhista e da previdência. Uma relação possível? (Foto: Antonio Cruz - ABR)

65% do PIB é proveniente do consumo das famílias e apenas 15% provém de investimentos das empresas.

Logo, a prioridade do governo deveria focar no problema do desemprego, que tem relação direta com o consumo. Assim, os investimentos em infraestrutura é que poderiam melhorar a economia, gerar empregos, não os investimentos empresariais e muito menos os cortes no orçamento.

A reforma trabalhista foi anunciada e aprovada para aumentar o emprego mas os números mostram um aumento de 12 milhões para 13 milhoes de desempregados, mais os desalentados (os que não estão procurando emprego ou vivem de bico por ex.) são aproximadamente 28 milhões de pessoas.

Sabe por que a reforma trabalhista não funcionou? Porque não se aquece a economia com diminuição de encargos ou impostos, isto só aumenta o lucro. O que aquece a economia é o aumento de demanda. Alguém acha que eles não sabiam disso?

A reforma da previdência é sem dúvida alguma necessária, mas não como solução para o problema da economia e do desemprego. É mais uma tentativa de transferir o ônus para população e fazê-la pagar a conta.

A verba da previdência por lei não poderá ser investida em outras áreas como saúde e educação, aliás congelados por 20 anos. A Desvinculação da Receita da União, a DRU, permite que 30% da receita seja investida em outra área e este investimento tem sido feito historicamente, por todos os governos, para o pagamento da dívida da União com os bancos. Estes, têm batido recordes de lucro durante a crise econômica, enquanto a maioria da sociedade padece.

Ambas as reformas têm como beneficiários os bancos e as grandes empresas, seja por meio da diminuição de encargos, dos impostos ou do ganho por meio de juros.

A única certeza é que os pobres em maior escala e a classe média é que vão pagar esta conta. A conta vai para os que ainda tem emprego ou um pequeno negócio e até para os desalentados por meio dos impostos no consumo. Tudo isso para que os rentistas vivam de renda e continuem sem trabalhar.

 

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