Entre o sujo e o mal-lavado

O neófito do clã sobralense, Sarto, do PDT, (Sinto muito Brizola!), apesar de ser apresentado como sangue novo para gerir Fortaleza, está na política há mais de trinta anos e já teve o seu nome envolvido em suposto pedido de propina. Outro candidato, na capital cearense, o Capetão Wagner se configura num milico populista

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As eleições nos EUA deixaram os norte-americanos numa difícil escolha entre o birrento cor de cenoura e o bélico disfarçado de democrata. Não só as estrelas do show business, como os meios de comunicação, fizeram abertamente campanha contra o fascista amarelado, afinal para a democracia americana é mais fácil aceitar um presidente com várias guerras nas costas, do que propriamente alguém que fere, tão abertamente, os direitos das pessoas.  Aqui no Brasil, a torcida era para que o pseudodemocrata fosse eleito, pois assim o Covard 17, atual presidente do Brasil, se enfraqueceria ao ficar órfão do seu tutor, o que poderia ser o prenúncio de sua derrocada, isso se deus for brasileiro mesmo. 

Creio, realmente, que a peleja dos estadunidenses não tenha sido tão fácil, mas menos branda está sendo para os brasileiros, de vários municípios, cuja escolha para prefeitura de suas cidades se dá entre o sujo e o mal lavado.

 A difícil escolha daquele (a) que irá governar os municípios brasileiros, a quem o barroco, Gregório de Matos, um dia imortalizou em seus versos- “A cada canto um grande conselheiro/Que nos quer governar, cabana e vinha/ Não sabem governar a sua cozinha/E querem governar o mundo inteiro”- é o drama atual dos eleitores de alguns municípios brasileiros. Decidir pelo menos pior. Dentre as grandes cidades brasileiras que passam por esse dilema, estão duas metrópoles que se inserem na minha história pessoal, o Rio de Janeiro e Fortaleza.

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O povo carioca da gema que há muito tempo tem feito escolhas totalmente tresloucadas do ponto de vista político, passa mais uma vez pela provação de optar entre um fundamentalista religioso (Com o kit completo do que significa isso) e um neoliberal que foi acusado por corrupção pelo Ministério Público do RJ. (Apesar de que ministério público brasileiro...).  

Já o fortalezense assistiu a uma campanha de primeiro turno, protagonizada pela misoginia e o baixo nível direcionados à candidata do PT, Luizianne Lins, pelo candidato dos Ferreira Gomes. A Lôra fez uma campanha praticamente sozinha, sem a benção do governador do estado, Camilo em Cima do Muro, que é do seu partido. Ela não foi para o segundo turno, deixando a população da cidade numa sinuca de bico entre os representantes da oligarquia de Sobral e do presidente da república, o Covard 17; todavia saiu fortalecida com a sua votação, afrontando a máquina do estado, da prefeitura e do governo federal, junto a sua militância.  

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O neófito do clã sobralense, Sarto, do PDT, (Sinto muito Brizola!), apesar de ser apresentado como sangue novo para gerir Fortaleza, está na política há mais de trinta anos e já teve o seu nome envolvido em suposto pedido de propina, em contratos de publicidade da Câmara de Fortaleza com a TV Manchete, em 1997. 

O outro candidato, na capital cearense, o Capetão Wagner se configura num milico populista, líder de uma greve policial que, em 2016, deixou a população de Fortaleza refém e aterrorizada durante três meses; consequentemente a cidade registrou mais de trezentos homicídios no período. Coincidentemente, as duas cidades que possuem um pedaço do meu coração, deixam mais uma vez, os seus filhos com a difícil alternativa entre o sujo e o mal-lavado, ou isto ou aquilo.

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