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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Epifania a Solnik

Um poema de Julio Beraldi

Epifania a Solnik (Foto: Gerada por IA-DALL-E)

Bebo minhas dúvidas num cálice.
Olho no espelho ,
onde está a minha face?

Campo, nuvens e sol.
O céu é uma ilusão
embriagada de paz.

A desilusão me ensinou
a enxergar o vento.

Já não sinto o chão.
Hoje embrulho a vida
num papel amassado e dourado
e amo apenas o tempo.

Sem esperança,
sem ilusão,
sem expectativas.
Livre da vida,
como um menino.
Não acredito mais em mapas.

Nos caminhos da minha mão,
a cigana só viu
rios sem destino.

As ondas gritam
no encontro com o rio.  

E eu, RIO das correntezas.

Minhas dificuldades
são fraquezas que aprendi a carregar.
Olha-me, espelho,

como se fosse a primeira vez.

E que o desespero rasgue a verdade,
pra eu nascer do que restou.

Julio Beraldi

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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