Escórcio na equipe Temer
O ex-presidente José Sarney tem feito o que pode para pacificar as relações entre o PMDB e o governo e baixar o fogo dos que desejam o rompimento, noves fora Eduardo Cunha e seus mosqueteiros.
Um dos sinais de sua integração ao pelotão avançado dos bombeiros da crise foi a nomeação de seu leal seguidor, o ex-senador e ex-deputado Francisco Escórcio, como assessor especial do vice-presidente Michel Temer. Conhecedor do Congresso e dos congressistas, Chiquinho, como é conhecido Escórcio, vai atuar na articulação parlamentar do governo.
Antes de viajar para os Estados Unidos Temer fez questão de prestigiar a nomeação do novo assessor. Deu-lhe posse numa solenidade reservada à qual compareceram Sarney, os senadores maranhenses Edison Lobão e João Alberto, além de alguns deputados federais.
Escórcio se integra agora ao plano de Temer de recompor a base aliada durante o recesso, liquidando faturas pendentes como nomeações e liberações de emendas para enfrentar as agendas difíceis que agosto promete. Na Câmara, Eduardo Cunha pretende colocar em pauta a apreciação das contas da presidente Dilma relativas a 2014 tão logo chegue ao Congresso o parecer do TCU, além da mudança na correção do FGTS, que o governo considera uma bomba fiscal. Na CPI da Petrobrás a base governista não poderá cochilar, como no caso da convocação de Paulo Okamato, se não quiser ver aprovada a provocadora proposta de acareação entre a presidente Dilma e o doleiro delator Alberto Youssef, apresentada nesta terça-feira pelo deputado cunhista André Moura (PSC-SE).
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
