Escudo das Américas e sua atuação regional
Donald Trump efetiva a união entre forças da ultradireita
Em 2023, quando descobri que o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, estava se tornando uma referência reacionária na região, percebi que todas as direitas estavam se unificando em seu entorno, mostrando que existe uma relação harmônica entre as ultradireitas que as torna ainda mais fortes na América e que, para impedir esse poder, seria necessário que a esquerda fizesse o mesmo.
Hoje, junto aos presidentes de direita da região, Donald Trump efetiva a união entre eles por meio do Escudo das Américas, que teve o interesse de incluir presidentes de esquerda, como Yamandu Orsi, do Uruguai, e Gustavo Petro, da Colômbia, o que prova o peso dessa união em relação à valorização da soberania dos países.
Nesse contexto regional, e considerando a aproximação existente entre Eduardo Bolsonaro e Nayib Bukele, isso deveria ser um alerta para as eleições de 2026, pois, assim como ocorreu em Honduras, Argentina e Chile, pode ser que essa direita aproveite suas poderosas armas do império estadunidense para influenciar e ganhar as eleições.
Mas esse contexto regional parece não ser uma preocupação da esquerda brasileira, que se perde diante da intensificação do embargo a Cuba, acreditando que se trata de uma atitude isolada de Donald Trump, sendo que é apenas mais uma das inúmeras ações realizadas sob a justificativa de combater o narcotráfico regional.
Essa despreocupação pode ser fatal para o Brasil em um ano de eleições, podendo resultar na vitória de um presidente que entregue a soberania do país mais extenso da região ao Escudo das Américas.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
