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Tereza Cruvinel

Colunista/comentarista do Brasil247, fundadora e ex-presidente da EBC/TV Brasil, ex-colunista de O Globo, JB, Correio Braziliense, RedeTV e outros veículos.

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Esperando Margotto

"Se os padrões da Lava Jato não mudaram, muito em breve virão à tona os 'pontos quentes' do acordo preliminar para a delação premiada de Alexandre Margotto, ex-sócio de Lúcio Bolonha Funaro, tido pela Procuradoria Geral da República como o grande operador do deputado Eduardo Cunha", diz a colunista Tereza Cruvinel; "Margotto teria gravações de conversas de Funaro com políticos que frequentavam o escritório que eles dividiram por algum tempo em São Paulo. Entre eles, o ministro Geddel Vieira Lima, secretário de Governo de Temer", afirma; "Mas não só o poderoso ministro de Temer deve estar nervoso com a prometida delação. Tem mais gente importante esperando Margotto"

"Se os padrões da Lava Jato não mudaram, muito em breve virão à tona os 'pontos quentes' do acordo preliminar para a delação premiada de Alexandre Margotto, ex-sócio de Lúcio Bolonha Funaro, tido pela Procuradoria Geral da República como o grande operador do deputado Eduardo Cunha", diz a colunista Tereza Cruvinel; "Margotto teria gravações de conversas de Funaro com políticos que frequentavam o escritório que eles dividiram por algum tempo em São Paulo. Entre eles, o ministro Geddel Vieira Lima, secretário de Governo de Temer", afirma; "Mas não só o poderoso ministro de Temer deve estar nervoso com a prometida delação. Tem mais gente importante esperando Margotto" (Foto: Tereza Cruvinel)

Se os padrões da Lava Jato não mudaram, muito em breve virão à tona os “pontos quentes” do acordo preliminar para a delação premiada de Alexandre Margotto, ex-sócio de Lúcio Bolonha Funaro, tido pela Procuradoria Geral da República como o grande operador do deputado Eduardo Cunha.  Funaro ainda resiste a fazer acordo semelhante mas seu ex-sócio, segundo o blog de Fausto Macedo, de O Estado de São Paulo, está em avançadas negociações com a PGR.  Margotto teria gravações de conversas de Funaro com políticos que frequentavam o escritório que eles dividiram por algum tempo em São Paulo. Entre eles, o ministro Geddel Vieira Lima, secretário de Governo de Temer.

Margotto era também sócio de Fabio Cleto, o vice-presidente de Fundos e Loterias da CEF, indicado por Cunha e encarregado de mediar a cobrança de propina de empresários que buscavam a aprovação de projetos com investimentos de recursos do FGTS.  Margotto, acusado de 12 crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, durante um tempo ficou com 4% destas propinas. Depois ele se desentendeu com Funaro, que o gravou tentando arrancar-lhe “cem paus” para não denunciá-lo. Na gravação, feita por uma terceira pessoa, Margotto afirma que Funaro comprou um juiz arrumado por ele.

Geddel, que foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da CEF, confirmou os encontros ao blog de Macedo mas negou qualquer negócio ilícito com Funaro. “Era apenas um conhecido”.  Mas não só  o poderoso ministro de Temer deve estar nervoso com a prometida delação. Tem mais gente importante esperando Margotto. 

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.