Estávamos iludidos por acreditar que o Brasil ainda era melhor no futebol do mundo

Se formos observar, já faz um bom tempo que nossos campeonatos locais, regionais e nacionais têm sido de péssima qualidade e com baixíssimo nível de apresentações futebolísticas

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"Sem um planejamento estratégico competente, ninguém sobreviverá nestes tempos globalizados." (Michael Porter)

Fomos nocauteados em nossa doce ilusão, que éramos a pátria de chuteira e o melhor futebol do mundo, no entanto, se formos observar já faz um bom tempo que nossos campeonatos locais, regionais e nacionais têm sido de péssima qualidade e com baixíssimo nível de apresentações futebolísticas. No entanto isto vem ocorrendo porque as Federações e a CBF são geridas por pessoas que não têm ética à altura para estarem à frente destas tão importantes funções que fazem parte da cultura brasileira que é o futebol. Não são poucos casos de jogadores ou que não conseguiram ser jogadores com potenciais que são humilhados, maltratados desde crianças para realizarem seus sonhos. Mas esta não é a realidade de outros países que estão obtendo sucesso.

Se formos sinceros e honestos puxarmos em nossa memória sobre quem são os dirigentes dos clubes, os secretários de esportes no Brasil veremos que não são pessoas comprometidas com o esporte e muito menos capacitados para exercerem estes cargos. São espertalhões vivem de malandragem, políticos corruptos que em muitos casos estão sobre a suspenção da população e não inspiram confianças alguma ou assumem os cargos porque foram jogadores, mas não são pessoas qualificadas para pensar uma política que vá além de uma partida de futebol, mas apenas vivem de fazer comentários que objetivam derrubar o que está prejudicando e concorrendo com o atleta que disputa a posição com aquele que é do seu interesse.

No entanto, esta derrota para Alemanha não demonstrou somente um vexame no campo, mas sim o quanto ainda somos incompetentes e desqualificados para estabelecermos metas e planejamentos estratégicos a médio e longo prazo, pois o Felipão e o Parreira assumiram a seleção a pouco mais de um ano e meio. Será que isto não deve ser lembrado por nós?

Infelizmente nossos atletas e jogadores brasileiros têm baixo nível de cognição, porque a maioria deles não foi dada a oportunidade de estudarem, pois o nosso sistema educacional brasileiro um dos piores no mundo. Isto não são palavras minhas mas os dados estatísticos colhidos nos exames nacionais e internacional atestam esta realidade. Será que isto não afeta no emocional e psicológico em esportes de alto rendimento e também no futebol? É bem verdade que melhoramos muito, mas não podemos nos iludir.

Infelizmente no Brasil Técnico de futebol é chamada de professor e mas também um professor porque fez pedagogia qualquer outro curso se considera um gestor que conseguira gerir uma escola com teorias de Piaget, vigotski,,Karl Marx e tanto outros, no entanto, estes teóricos nunca foram gestores em nada.

No Brasil qualquer um é chamado de professor mesmo sem a formação adequada, no entanto, esta derrota de 7 a 1 par Alemanha já vem acontecendo fora dos gramados a muito tempo, mas porque o futebol era o nosso último motivo de orgulho estamos envergonhados e agora culpamos o Felipão, mas ele e o Parreira são técnicos vitoriosos, no entanto não existe sorte em futebol.

O futebol que jogamos fora de campo ficou evidente que é o da malandragem, o ganhar o pênalti, sem ser e agradecer aos Céus porque nosso engano deu certo, pois esta foi a atitude do Fred. Ludibriar, se dar bem sem se esforçar, no entanto, nada disso foi possível ainda o que prevaleceu foi a falta de preparo o choro na hora do hino nacional. Mas isto era emocional fragilizado pela tamanha responsabilidade.

Infelizmente tivemos muita arrogância de técnicos e comentaristas que falaram sem preparo teórico, ou seja, semelhante ao que ocorre na política e em muitos Colégios e espaços educacionais, inclusive nas igrejas em que muitas se acham donos das benesses de Deus e da verdade e falam sem analisar com mais profundidade o que está acontecendo e o porquê.

Muitos comentaristas agiram semelhantes aos dentistas práticos que saiam de casa em casa, utilizavam o boticão para extrair dentes e deformavam seus cobaias (pacientes) para o resto de suas vidas. Hoje ainda sentimos tristeza por um derrota tão humilhante porque somos apaixonados pelo futebol, mas estamos diante de uma realidade que não temos mais heróis para levantar nossa moral, porque futebol como educação de sucesso é resultado do trabalho do coletivo.

Futebol é jogo de equipe, não seria o Neymar o salvador e nem Fred ou Felipão os vilões. Esta derrota foi consequência de um modelo ultrapassado e anacrônico. No entanto, podemos tirar lições importantíssimas desta Copa realizada no Brasil, pois as derrotas são mais pedagógicas que os momentos de alegrias e vitórias pois elas nos levam a refletir profundamente, mas isto se formos humildes e inteligentes.

1º Precisamos reavaliar nossas praticas organizacionais e como são tratados nossos jogadores e desportistas em outras modalidades, pois é semelhante ao que ocorrem em nossas escolas todos dão opinião, mas nada resolvem e deixamos de descobrir e investir nos talentos.

2º Precisamos criar um modelo brasileiro que conjugue educação, cidadania e práticas esportivas.

3º Se desejamos bons gestores devemos colocar cada um onde tem sua vocação e competências, ou seja, não é porque o jogador foi artilheiro que ele será um bom técnico, mas e se ele não tiver a formação adequada jamais terá condições de chegar ao objetivo desejado que é formar bons atletas e orientá-los nos momentos difíceis que exijam superação.

4º Os colégios, nas escolas não podemos confundir porque é o professor é carismático, fluente nas palavras, é concursando e entende de leis que o mesmo será um bom gestor porque sem a qualificação não teremos resultados esperados.

Vocação e atualização constante são imprescindíveis nesta atividade, pois sem isto infelizmente ocorrerá muitas outras tragédias nos espaços futebolísticos e nas escolas.

5º Devemos banir do futebol qual quer "profissional" gestor que seja ficha suja, em debito com a justiça, mas isto somente será possível se formos um pais sério que deseja ver o sucesso de nossa nação e no futebol.

6º Devemos mudar a forma de investir em nossos futuros atletas para superarmos as improvisações esportivas, pois sucesso se conquista com planejamento a médio e longo prazo e não ficarmos atrás de heróis com superpoderes; como ocorre em muitos espaços em que algumas se consideram iluminados e acima dos demais.

7º Cada profissional deverá ser valorizado e não criarmos uma disparidade um fosso tão grande entre os atletas, os dirigentes e os que alegamos serem melhores que os demais. Isto sem falar nos jogadores que os patrocinadores e seus empresários exigem que ele sejam escalados;

8º Devemos premiar e reconhecer os talentos, no entanto, o coletivo precisa estar acima da individualidade a fim de não continuarmos com um neymardependência como ocorreu em nossa Copa, pois quando uma "peça" estragou comprometeu todo um time.

9º O que ocorreu no futebol é semelhante ao que passa em nossa educação, ainda estamos construindo torres de Marfim onde teorizamos, debatemos e utilizando teóricos do passado, no entanto, na prática os resultados são pífios e queremos culpabilizar apenas o governo de nossas fragilidades educacionais. Mas o que cada um pode fazer para mudar positivamente o espaço que se encontram e no caso esporte brasileiro.

10º estabelecer metas, criar estratégias a médio e longo prazo, observar o modelo que deram certo, reestruturá-los para adaptarmos a nossa cultura e assim teremos os resultados esperados, pois em todos os níveis e áreas o Brasil temos talentos e potencialidades. Inclusive na educação futebol e outras modalidades.

11º Superar as perspectivas e a visão tacanha de encontrar culpados heróis ou manipular a opinião pública para chegar ao poder e se esquivar, mas entendermos que e neste modelo brasileiro fomos longe demais e nossos atletas devem ser elogiados por todas as alegrias que proporcionaram a nós.

Sendo assim, não podemos pegar estes atletas e jogadores da seleção brasileira que ainda são meninos que a despeito de todas as adversidade venceram na vida souberam superar dramas pessoais condições de alimentação ruim, trabalho infantil e até de necessidade básicas alguns foram privados, no entanto, venceram na vida isto demonstra que eles são heróis e seriam capazes de irem mais longe se ao menos fossem dadas a eles as condições ideais.

Nem mesmo o Felipão, o Parreira o Fred são culpados pois foram longe demais independente das limitações impostas. Perdemos antes mesmos de entrarmos em campo como está acontecendo na educação e em tantas outra áreas no Brasil, mas isto é uma herança que vem de longos anos de descaso e improvisações.

Os 7 a 1 é uma oportunidade única para reavaliarmos quem são os dirigentes dos clubes, presidentes de Federações da CBF, Ministro dos esportes, secretários de Esportes Estaduais e Municipais, pois a maioria desses dirigentes não são comprometidos nem qualificados mas apenas utilizam destes cargos para se enriquecem ilicitamente sem nenhum comprometimento sério, pois o objetivo é o poder pelo poder. É verdade que temos honrosas exceções.

Talvez a derrota que tivemos para Alemanha nos mostre alguma coisa, pois não somos mais o melhor futebol do mundo a muito tempo; com isto até mesmo os nossos comentaristas estão ameaçados, pois ficarão sem condições de exercerem a bela profissão deles que é transmitir, narrar e debater os jogos porque o nosso futebol e outras modalidades esportivas estão melancólicas como nossa educação.

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