Etiqueta da cerimônia reaça

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Todos sabem: o governo federal não obedece ao isolamento social. Pelo contrário, aglomera-se em inaugurações e solenidades. Por isso urge criar normas para seus eventos presenciais. Fica aqui, neste pequeno manual, uma contribuição para a etiqueta. E ainda para o aprimoramento da dispersão mais efetiva do Covid-19.  

1) Os recepcionistas recebem a Autoridade Governamental. 

2) Os participantes são encaminhados ao plenário pelas recepcionistas. 

3) As duas primeiras fileiras do recinto são reservadas aos milicianos da segurança que entram acompanhando a Autoridade Governamental. Deve-se isolar o espaço com arame farpado.

4) O mestre de cerimônias inicia a sessão solene pedindo a todos os integrantes do evento que depositem suas armas sobre um cobertor à frente da mesa.

5) O presidente do evento senta-se sempre ao centro da mesa diretora, com a Autoridade Governamental à sua direita - à esquerda, nunca! Todos devem portar colete à prova de balas.

6) Em um gesto de simpatia e elegância é correto também chamar o anfitrião e seu convidado especial junto, dizendo: “para compor a mesa diretora, é convidado a Sua Excelência o Senhor Governador de XXXXXX, Fulano de Tal, que irá recepcionar a Sua Eminência Reverendíssima Presidente da República, Generalíssimo Sicrano de Tal, nosso conviva especial”. 

7) Na sequência, o mestre de cerimônias chama os demais integrantes da mesa. Todos são revistados minuciosamente pelos milicianos da segurança da Autoridade Governamental. 

8) Os recepcionistas indicam as cadeiras. Em seguida, os armamentos dos componentes da mesa são devolvidos. Em havendo discussão sobre onde cada um vai se sentar, o costume manda que os participantes duelem. A escolha entre arma branca ou de fogo é feita pelo presidente do evento.

9) O mestre de cerimônias anuncia a execução do Hino Nacional. Todos os participantes devem levantar-se e manter posição de respeito. Os que não se erguerem serão forçados a fazê-lo pelos milicianos da segurança.

10) Iniciam-se os pronunciamentos. Os que não quiserem discursar serão forçados a fazê-lo pelos milicianos da segurança.

11) O mestre de cerimônias inicia o evento declarando abertos os trabalhos e dando boas-vindas aos presentes. Todos juntos, ao mesmo tempo, os membros da mesa disparam suas pistolas para o alto.

12) “Agradecendo a presença de todos, declaramos aberta esta sessão solene”- informa o mestre de cerimônias, descarregando um fuzil no teto. A partir daí começam as declarações negacionistas, misóginas, homofóbicas, racistas, e os ataques aos oposicionistas. Só depois, pela etiqueta, os participantes podem trocar xingamentos e ameaçarem-se usando as armas.

13) Encerrados os pronunciamentos, cabe ao mestre de cerimônias conduzir o final da solenidade, desfazendo a mesa. Enquanto a Autoridade Governamental deixa o recinto, ao lado de sua guarda miliciana, os presentes devem deitar-se no chão, de bruços, e aguardar dez minutos. Os que desrespeitarem a norma podem ser alvejados ou levados para a sala de interrogatórios do local.

Importante: em determinados eventos, durante a evacuação, a guarda pode lançar bombas de efeito moral de modo a preservar a segurança institucional.

14) Durante os encontros, o uso de máscaras é vedado. 

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