Etnocentristas travestidos de heróis

O ser humano pensa que reis e rainhas, princesas e príncipes, condes e condessas, empresários e globais são definitivamente “deuses”



Precisamos criar o inimaginável, e principalmente o direito inimaginável. O ser humano nasce admoestado pelos valores que aqui encontra (na estrutura do planeta) que jaz no maligno - em um maligno substrato que está impregnado de deveres e direitos que brotam de mentes nada socialistas.

O ser humano pensa que reis e rainhas, princesas e príncipes, condes e condessas, empresários e globais são definitivamente “deuses” que podem subtrair tudo de seus súditos, ou fiéis. Professores e alunos da rede pública no Brasil se acham minúsculos e abaixam a cabeça para a ideologia de uma meritocracia fake, com seu abuso de autoridade, que subjaz perante a autoestima de uma população. E que se centraliza no âmago de estelionatários politiqueiros e corruptos, que não passam, em sua maioria de oportunistas desarticulados da sabedoria ou do cognitivismo.

Há um chicote nas mãos de Lucianos e Lucianos, que pensam serem “realmente” seres acima do bem e do mal. As pessoas matam outras em nome de ideologia, e vimos isso há dias: quando um jovem de 24 anos matou a facadas um colega de trabalho de 42. Isso pode acontecer aí perto de você, nobre leitor. Se continuarmos dando palco a um sistema que menospreza a democracia participativa, teremos uma nação de zumbis da Globo, e de seus programas assistencialistas, entre aspas é claro, retroalimentando as fortunas de apresentadores que compram até a natureza, como ilhas, e outros espaços meio ambientais, como se fosse algo normalíssimo.

A fome dói, já dizia o sociólogo Betinho, que lutou por igualdade neste país espoliado. Até quando seremos empregados da máfia neoliberal? Que massacrou e massacra povos, considerados menores, através de uma visão embaçada, por uma concepção etnográfica. 

O etnocentrismo abusa e castra humanos com seus hábitos, costumes, crenças, e principalmente leis, julgando as outras culturas, como se fosse superior. E isso é o princípio de dores infinitas que geraram e ainda geram apartheids pelo mundo. A condição de Ilza Ramos Rodrigues, ao receber uma quentinha, foi humilhante, já que somos um país rico, porém dividido em dois patamares icônicos “Casa Grande” e “Senzala”. Ilza, faxineira, em São Paulo, foi ridicularizada por seu “herói” empresário, pois declarou seu voto ao presidente Lula. Isso é inaceitável, mas o pior é saber que um outro pseudo-herói, quer usar o drama pessoal dela, para capitanear mais audiência para seu programa alienador, angariando assim idolatria em um ritual de beija-mão pós-moderno e tupiniquim, na terra da deseducação.

#ValReiterjornalismohistórico

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