EUA sabiam desde 2008 que plano de adesão da Ucrânia à Otan poderia levar à guerra, e estimularam o conflito

Relato secreto vazado pelo Wikileaks indica que guerra no Leste Europeu pode ter sido plano arquitetado pelas autoridades norte-americanas

www.brasil247.com - Joe Biden e Vladimir Putin
Joe Biden e Vladimir Putin (Foto: Reuters)


Alguns jornalistas, inclusive no campo progressista, trocam ofensas para que veja prevalecer a sua narrativa sobre a guerra na Ucrânia.

Um erro e perda de tempo. Opinião é muito mais a expressão de cultura e preconceitos do que de conhecimento. 

Troca de ofensas só produzirá um resultado: o rompimento de laços de amizade ou de coleguismo. Não alterará a visão de quem pensa diferente.

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Para um jornalista, o mais importante é buscar informação. Esta sim tem efeito transformador. 

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A má notícia para quem, por ingenuidade ou não ou direta ou indiretamente se rendeu à propaganda dos EUA e seus aliados na Otan, é que as informações não os favorecem.

Um telegrama vazado pelo Wikileaks revela que, desde 2008, os EUA sabiam que estimular a entrada na Ucrânia na Otan desencadearia uma reação enérgica da Rússia.

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Citando fala de um estudioso das questões russas, o embaixador dos EUA baseado em Moscou disse que a adesão da Ucrânia à Otan “encorajaria a Rússia a se intrometer”. 

Em consequência, os EUA seriam “estimulados ao encorajamento aberto de forças políticas opostas, deixando os EUA e a Rússia em uma postura clássica de confronto”.

É exatamente o que está ocorrendo. Se sabiam disso, por que os EUA não alteraram a rota de sua política para o Leste Europeu? 

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É uma resposta que ainda não está clara. A história se encarregará de expor essa verdade. Mas é inegável que o relato do embaixador foi preciso.

É razoável interpretar que a guerra na Ucrânia não foi um erro estratégico dos norte-americanos, mas um objetivo que está sendo atingido.

Talvez seja esta a razão pela qual Joe Biden disse, desde o início, que Vladimir Putin estava decidido a desencadear uma operação militar no país vizinho.

Por esse raciocínio, não seria lampejo de estadista de Biden, mas a manifestação de um plano arquitetado.

Os ucranianos estão sendo usados como bucha de canhão, o que é uma desumanidade, que só agentes do grande capital são capazes de cometer.

Julian Assange, o responsável pela divulgação do telegrama confidencial da Embaixada dos EUA ao chefe da Otan e aos secretários de Estado e de Defesa, está preso e corre o risco de morrer na cadeia, se a Inglaterra levar adiante a decisão de extraditá-lo.

Assange expos uma verdade secreta, contrária aos planos imperialistas das autoridades norte-americanas. Pagou com sua liberdade e pode pagar com a própria vida.

O embaixador que fez o relato, William J. Burns, foi nomeado por Joe Biden diretor da CIA, a agência de espionagem norte-americanas que está por trás de golpes e desestabilização de governos ao redor do mundo, incluindo o Brasil.

Nessa guerra, pode não haver mocinhos, mas há mentirosos muito bem definidos para quem busca informação.

Eles estão nos porões ou no salão oval da Casa Branca.

 

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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