Expectativa de paz

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Presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia) mais tropas russas em solo ucraniano ao fundo (Foto: Reuters)


Hoje, inicio a tentativa de oferecer elementos para a compreensão do jogo guerreiro que sobressalta a humanidade. Coordeno o seminário GUERRA E MUDANÇA DA ORDEM INTERNACIONAL.

Desenvolvo esta iniciativa a partir do GABINETE DE LEITURA, espaço cultural que organizo no antigo escritório comercial de meu avô, em Parnaíba. Luto para restaurar o prédio de dois andares, situado em área tombada como patrimônio histórico nacional. 

Trata-se de um edifício construído entre as duas guerras mundiais, período em que a cidade tornou-se um dos principais empórios comerciais do Nordeste brasileiro. Guerras são assim: destroem vidas e bens em alguns espaços enquanto propiciam o desenvolvimento de outros. 

Alguns tratam o processo em curso como “marcha da insensatez”, expressão pouco elucidativa. Racionalidade e altruísmo não desaparecem nas carnificinas, ao contrário, são mobilizados ao extremo para conter o “impulso cego” da força (Clausewitz) intensivamente exemplificado na história. 

Dizem que a Rússia se preparou para invadir a Ucrânia. Sem dúvida, mas melhor seria dizer que os grandes atores do drama se prepararam. Agiram mirando permanentemente o poder mundial. 

Começaremos o seminário refletindo sobre o que designamos “guerra”, o mais hediondo e corriqueiro fenômeno experimentado pela humanidade. Apresentarei um resumo do que já publiquei a respeito e receberei os comentários de João Roberto Martins Filho e Héctor Saint-Pierre. 

A reflexão prosseguirá com as intervenções de Gilberto Maringoni e Roberto Amaral sobre o ordenamento internacional e o posicionamento brasileiro, tópicos que serão debatidos por Luiz Eduardo Soares, Mônica Dias Martins, Eduardo Costa Pinto e Francisco Carlos Teixeira.

Serão conhecidas as opiniões de dois coronéis da reserva do Exército brasileiro, Heraldo Makrakis e Marcelo Pimentel Jorge de Sousa sobre a guerra moderna. Acho que estes homens não receberam estrelas de general porque têm preparo acima da média e apurado sentido de responsabilidade profissional. 

A hegemonia internacional, os esquemas de força estabelecidos e a luta pela paz após a Segunda Guerra serão temas abordados por Marcio Porchman, Francisco Carlos Teixeira e Socorro Gomes, que terão como comentaristas Sérgio Aguilar, Luiz Martins de Melo, Luís Fernandes, José Reinaldo de Carvalho, Suzeley Kalil e Luís Gustavo Guerreiro.

O desmonte da URSS e o soerguimento da Rússia serão analisados por Diego Pautasso, Roberto Amaral e Ronald Freitas.

As guerras pelo petróleo, a ascensão chinesa e o avanço do conservadorismo, aspectos fundamentais das últimas décadas, serão analisados por Lejeune Mirhan e Eduardo Costa Pinto, tendo como comentaristas Luiz Martins de Melo, Diego Pautasso, José Reinaldo Carvalho, José Luís Del Roio, Jeferson Miola, Eduardo Heleno e Luiz Eduardo Soares.

Impossível captar o que se passa sem ter em conta a chamada “guerra híbrida” e as “revoluções coloridas”, temas que serão expostos por Piero Leirner e debatidos por Marcelo Pimentel e Héctor Saint-Pierre.

A abordagem sobre a intervenção russa na Ucrânia, as sanções econômicas como arma de guerra e os impactos da contenda sobre a economia mundial será desenvolvida por João Quartim de Moraes, Vitor de Athayde Couto e Gilberto Maringoni. Os comentários ficarão por conta de Marcos Del Roio, Eduardo Costa Pinto, José Luiz Del Roio, Luiz Martins de Melo e Lejeune Mirhan.

A informação/desinformação integra desde sempre os processos guerreiros. Na atualidade, a expressão “guerra de narrativas” tem servido para designar essa prática imemorial. Ângela Carrato abordará a cobertura de mídia, acompanhada por Cristina Serra e Altamiro Borges.

As repercussões da guerra na América Latina, a postura do governo brasileiro e o posicionamento da esquerda serão examinados por Ana Penido, Eliézer Rizzo de Oliveira e José Genoino. O debate será alimentado por Suzeley Kalil, Juliane Furno, Adriana Marques, Roberto Amaral e Renato Rabelo.

O velho escritório de meu avô, edificado entre guerras, estreia como espaço cultural na expectativa da paz.

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