Fantoche

"Juan Guaidó, essa figura melancólica, inaugurou a sina dos presidentes 'autoproclamados' na América Latina. É possível que, aqui ou alhures, dia desses um boneco desses acabe mesmo empossado, porque o absurdo político também é uma sina latino americana", avalia o jornalista Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia; "Guaidó é um arranjo de última hora, um surto medíocre de criatividade diante do xadrez da Venezuela"

Fantoche
Fantoche (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

Por Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia - Juan Guaidó, essa figura melancólica, inaugurou a sina dos presidentes "autoproclamados" na América Latina.

É possível que, aqui ou alhures, dia desses um boneco desses acabe mesmo empossado, porque o absurdo político também é uma sina latino americana.

De Trujillo, que fazia presos políticos comer a carne dos filhos, a Stroessner, que estuprava meninas de 12 anos, semanalmente, todo tipo de criatura abjeta já foi testada no cargo de ditador, em nome do capital.

Guaidó, contudo, é um arranjo de última hora, um surto medíocre de criatividade diante do xadrez da Venezuela.

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Lá, não foi possível levar adiante a estratégia do golpe parlamentar de base jurídico-midiática, levado a cabo com sucesso em Honduras, Paraguai e, mais recentemente, Brasil.

Também foi impossível impor aos venezuelanos a narrativa anticorrupção para minar a alma do chavismo, da maneira como foi feito no Brasil, em relação ao petismo. Maduro mantém, como legado de Chávez, uma base social consolidada e o controle sobre o Poder Judiciário e as Forças Armadas.

Restaram a arapuca manjada da ajuda humanitária e a inovação patética da presidência autoproclamada.

E ambas falharam.

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