FHC tenta não “melindrar”, mas prova que Moro mente

"O comportamento de FHC em relação ao ex-juiz, antes e depois das revelações confirma a veracidade das mensagens: ele não deixa dúvida de que continua sendo um 'aliado importante' de Moro e que também evita 'melindrá-lo'", diz Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia; FHC, ao tentar ajudar Moro acaba atrapalhando: deixa claro que Moro mente ao negar veracidade às interceptações do The Intercept"

Num dos episódios mais chocantes das revelações do The Intercept até agora, segundo o próprio Glenn Greenwald - que é advogado além de jornalista - o então juiz Sérgio Moro recomenda ao coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol que o ex-presidente Fernando Henrique, delatado por Emilio Odebrecht por receber verba de caixa 2 na campanha presidencial – “recebeu por dentro e por fora” - não seja incomodado.

“Não podemos melindrar um aliado importante”, escreveu Moro na mensagem do Telegram interceptada por uma fonte anônima que a encaminhou a Greenwald.

O comportamento de FHC em relação ao ex-juiz, antes e depois das revelações confirma a veracidade das mensagens: ele não deixa dúvida de que continua sendo um “aliado importante” de Moro e que também evita “melindrá-lo”. Em outras palavras, esta é a sua contrapartida à blindagem que recebeu de Moro.

Ontem, em Lisboa, o ex-presidente repetiu não achar nada de grave nas conversas entre Moro e Dallagnol e ainda ironizou:

“É um pecado venial, não é mortal. Acho que o Moro, ainda juiz, era natural que conversasse com um ou outro. Não podemos supor que as pessoas vivam num laboratório abstrato”.

Além de mostrar desconhecimento ou desprezo às leis que vetam terminantemente orientações de juiz a qualquer das partes do processo, o que é grave em se tratando de um ex-presidente da República, FHC, ao tentar ajudar Moro acaba atrapalhando: deixa claro que Moro mente ao negar veracidade às interceptações do The Intercept.

FHC tenta não “melindrar”, mas prova que Moro mente

Num dos episódios mais chocantes das revelações do The Intercept até agora, segundo o próprio Glenn Greenwald - que é advogado além de jornalista - o então juiz Sérgio Moro recomenda ao coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol que o ex-presidente  Fernando Henrique, delatado por Emilio Odebrecht por receber verba de caixa 2 na campanha presidencial – “recebeu por dentro e por fora” - não seja incomodado.

“Não podemos melindrar um aliado importante” escreveu Moro na mensagem do Telegram interceptada por uma fonte anônima que a encaminhou a Greenwald.

O comportamento de FHC em relação ao ex-juiz, antes e depois das revelações confirma a veracidade das mensagens: ele não deixa dúvida de que continua sendo um “aliado importante” de Moro e que também evita “melindrá-lo”. Em outras palavras, esta é a sua contrapartida à blindagem que recebeu de Moro.

Ontem, em Lisboa, o ex-presidente repetiu não achar nada de grave nas conversas entre Moro e Dallagnol e ainda ironizou:

É um pecado venial, não é mortal. Acho que o Moro, ainda juiz, era natural que conversasse com um ou outro. Não podemos supor que as pessoas vivam num laboratório abstrato”.

Além de mostrar desconhecimento ou desprezo às leis que vetam terminantemente orientações de juiz a qualquer das partes do processo, o que é grave em se tratando de um ex-presidente da República, FHC, ao tentar ajudar Moro acaba atrapalhando: deixa claro que Moro mente ao negar veracidade às interceptações do The Intercept.

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