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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Fiquei na dúvida se foi suicídio ou execução

"Ele tentou, mas não conseguiu atirar o segundo artefato", escreve Alex Solnik

Brasília (DF) 14/11/2024 - Policiais periciando o corpo de Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, antes dele ser retirado da frente do STF. Segundo a Polícia Civil do DF, Francisco foi autor das explosões ocorridas na quarta-feira (13/11/24) na Praça dos Três Poderes (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Depois de ver novas imagens das câmeras de segurança do STF, fiquei na dúvida se o “Coringa” de Brasília de fato se matou. 

As imagens divulgadas hoje captam a cena mais de perto que as de ontem, muito distantes.

O terrorista é flagrado, de corpo inteiro, na área do Congresso Nacional, de pé, de frente para o STF, observado, de longe, por agentes da segurança.

De repente, ele tira alguma coisa da mochila que traz nas costas. É uma espécie de tocha que ele arremessa, acesa, em direção ao STF, não em direção à estátua da Justiça. Não dá para ver onde a tocha cai.

Em seguida, ele volta-se para trás e se ajoelha. Apanha outro artefato na mochila, é outra tocha que ele tenta arremessar, ao mesmo tempo em que tenta se levantar, mas não consegue completar o gesto, cai para trás e a tocha, que continua na sua mão, acesa, cai na sua cabeça.

E finalmente explode.         

Seu movimento de deitar não é natural, ele mais cai que se deita. Mas é impossível afirmar se a queda foi provocada por algum projétil. Não há vestígios de sangue no cimento.

Mistério.

Só o atestado de óbito vai dizer se foi suicídio ou execução.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.