FMI avisou que o golpe quebraria o Brasil

O Fundo foi bem específico ao afirmar que “A incerteza política” era outro fator que impulsionava a crise econômica por ter contribuído para os baixos níveis de confiança tanto de empresários como de consumidores

Em um ano marcado por turbulências políticas, a economia brasileira encerrou 2016 com queda de 3,6% no PIB (Produto Interno Bruto), de acordo com dados divulgados pelo IBGE na terça-feira (7).

Nesta semana, ficamos sabendo que os brasileiros empobreceram 9,1% (em média) diante da recessão.

Uma pesquisa do Banco Mundial confirma o que se vê todos os dias nas ruas das grandes cidades –aumentou o número de pobres e miseráveis no Brasil.

A recessão e o desemprego provocaram a elevação da taxa de pobreza de 7,4% para 8,7% em 2015.

Foi a primeira alta em mais de dez anos. E as perspectivas não são nada boas. Com a piora do mercado de trabalho no ano passado, a taxa deve se aproximar dos 10% da população (1 de cada 10 brasileiros será pobre).

Sobre 2016, novos estudos fatalmente demonstrarão que o empobrecimento nacional se agravou.

Em abril do ano passado, a poucas semanas do afastamento da presidente Dilma Rousseff do cargo após previsível votação no Senado, o Fundo Monetário Nacional emitiu comunicado afirmando que “Os principais riscos para a economia brasileira” residiam no cenário político turbulento”.

Um dos veículos que divulgou essa informação de forma incrivelmente discreta foi a revista Veja

Nesta semana, após notícias sobre empobrecimento dos brasileiros por obra da recessão em curso, a mídia e os políticos (tucanos e peemedebistas) que protege acusaram os governos do PT de serem responsáveis pelo desastre econômico.

Eles fingem não saber dos vários comunicados que o FMI divulgou para avisar a classe política brasileira de que os esforços para derrubar Dilma e tirar o PT do poder arruinariam a economia do país.

A matéria da Veja supracitada relatou que “a situação [política] complicada em Brasília afetou a capacidade do governo de promover reformas econômicas essenciais, incluindo medidas para melhorar as contas fiscais”.

O FMI, à época, informou que “a culpa dos problemas econômicos” brasileiros era “principalmente de fatores internos, que reduziram o consumo e o investimento privado” e que “vários fatores internos contribuíram para aumentar a incerteza e reduzir a demanda doméstica”.

Entre esses fatores, o relatório do FMI destacou principalmente a “deterioração das contas fiscais em meio às dificuldades de aprovação no Congresso de medidas de ajuste e políticas econômicas inconsistentes”. Ou seja, o Fundo avisava que a recusa da oposição a Dilma, agora majoritária no Congresso, em aprovar medidas para conter a crise quebraria o Brasil.

O Fundo foi bem específico ao afirmar que “A incerteza política” era outro fator que impulsionava a crise econômica por ter contribuído para os baixos níveis de confiança tanto de empresários como de consumidores.

A incerteza de investidores e consumidores por conta do clima político nublado fez com que se retraíssem, o que, para qualquer um que entenda um mínimo de economia, deixa claro que foi a causa da recessão que está empobrecendo os brasileiros.

“No Brasil, uma combinação de fragilidades macroeconômicas e problemas políticos tem dominado o cenário econômico”, ressaltava o relatório. oram repetidamente cortadas.”

A previsão do FMI feita em abril de 2016 acertou na mosca ao afirmar que o Produto Interno Bruto (PIB) do país iria se contrair 3,8%.

Detalhe: em 2017, o FMI afirmou que a expectativa era de que a economia continuasse estagnada.

O FMI também foi bem específico sobre outra questão que desorganizou e depois quebrou a economia brasileira: a operação Lava Jato. Em 2015, o jornal Valor Econômico publicou reportagem dava conta do preço que o país pagaria pela operação da trupe de Sergio Moro voltada exclusivamente para tirar o PT do poder.

A queda prevista do PIB brasileiro de 3% em 2015 se deveu à paralisia dos investimentos de empresas diante da expectativa de saber como iriam terminar as investigações da Operação Lava-Jato, afirmara Otaviano Canuto, então diretor do Fundo Monetário Internacional.

“Estou entre aqueles que acham que a desaceleração do PIB este ano no Brasil não é explicável por questões macroeconômicas stricto sensu. Ela é principalmente explicada por uma paralisia dos investimentos privados para esperar para ver onde vai dar a investigação dos escândalos”, afirmou Canuto durante assembleia do Conselho Empresarial da América Latina.

Claro que o FMI sempre ponderou que esse era um preço a pagar pelo “combate à corrupção”, mas, como sabem os bem informados, esse tipo de operação policial messiânica não combate de verdade a corrupção, combate apenas suposta corrupção de parte dos políticos, a parte que estiver mais fraca, e ainda quebra os países em que é levada a cabo.

Essa não é uma opinião deste blogueiro, mas de juízes italianos que levaram a cabo a operação Mãos Limpas, que inspirou a Lava Jato.

Matéria do site Consultor Jurídico publicada no ano passado relata opinião dos juízes italianos Gherardo Colombo e Piercamillo Davigo de que a Operação Mãos Limpas quebrou a Itália e não diminuiu a corrupção.

O PT governou o Brasil de 1º de janeiro de 2003 a 12 de maio de 2016. Foram mais de 13 anos de governo, sagrados e consagrados em quatro eleições presidenciais sucessivas. Até 2014, ano após ano o país cresceu, distribuiu renda, reduziu a pobreza, a desigualdade e aumentou os salários.

Durante 11 dos 13 anos de governos do PT o Brasil melhorou TODOS os meses, mês após mês. Só parou de melhorar devido ao que afirmou o FMI: por conta de sabotagem do Congresso e da Lava Jato.

Foi simples assim.

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