Foco da luta deve ser a liberdade de Lula

A união das forças democráticas no Brasil não pode prescindir da luta pela libertação de Lula. Para além do drama pessoal provocado pela perseguição política de que é vítima, a libertação de Lula no bojo de um forte movimento democrático simboliza que um outro Brasil é possível

Foco da luta deve ser a liberdade de Lula
Foco da luta deve ser a liberdade de Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

A união das forças democráticas no Brasil não pode prescindir da luta pela libertação de Lula. Alguns hão de pensar: "mas isto que o Edson está dizendo é o óbvio!". Mas diante da insinuação de setores quanto a esta possibilidade, faz-se necessário reafirmar que a normalidade democrática no Brasil exige a sua libertação e o restabelecimento da plenitude de seus direitos. O que não pode ser visto como um item da disputa por hegemonia política no campo da esquerda, pois é uma exigência histórica que vem ganhando corações e mentes ao redor do mundo, podendo neste início de século adquirir a dimensão dos movimentos pela liberdade de Mandela ao final do século passado.

A prisão de Lula é percebida como um elemento importante para a derrota das forças democráticas no Brasil, pois seu governo significou o momento mais progressista vivido pelo povo brasileiro, com a gestação de um modelo econômico, caracterizado pelo planejamento visando o crescimento inclusivo, que gerou oportunidades para segmentos sociais até então invisíveis ao Estado na elaboração de políticas públicas (negros, mulheres, jovens, etc...). Ao lado disso, Lula requalificou nossa presença no mundo ao fortalecer o MERCOSUL, participar junto à Índia, China, Rússia e África do Sul da criação dos BRICS e nos reaproximar do continente africano, com ações e investimentos que ajudaram no desenvolvimento autônomo de países que foram durante anos espoliados ao longo da história pelo tráfico de pessoas, pelo colonialismo das nações europeias e pelo atual neocolonialismo das potências mundiais.

Tudo isso, ao passo que auferiu prestígio e admiração a Lula e ao Brasil dos povos do mundo, também incomodou fortemente a elite brasileira, que se aliou a corporações internacionais e aos Estados Unidos para sabotar e interromper o prosseguimento deste modelo.

Enquanto ministro, tive a oportunidade de vivenciar este fenômeno em viagens oficiais aos países africanos e europeus, bem como em fóruns multilaterais promovidos pela ONU. Para além do drama pessoal provocado pela perseguição política de que é vítima, a libertação de Lula no bojo de um forte movimento democrático simboliza que um outro Brasil é possível, com soberania, justiça social e a participação do povo na definição dos rumos do nosso país, em contraposição ao projeto bolsonarista de caráter autoritário, excludente e de submissão aos interesses americanos.

Lula Livre!!!!!

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